5 perguntas para Dominique Oliver, CEO da Amaro

Créditos: Imagem Amaro / Freepik (background)

Claudia Penteado 2 minutos de leitura

Dominique Oliver é o fundador e CEO da Amaro, uma retailtech inspirada na consumidora contemporânea e que vende marcas de moda, beleza, bem-estar e casa. Ele iniciou sua carreira em bancos de investimento em Nova York, e trabalhou na reestruturação de diversas empresas, inclusive no segmento de moda e varejo.

Formado em economia e relações internacionais, Dominique nasceu em Zurique, na Suíça, passou oito anos nos Estados Unidos e vive em São Paulo desde 2012. Nesta entrevista à Fast Company Brasil, ele fala sobre liderança transparente, inovação como parte do dia a dia e – sempre uma boa nova – sobre como a Amaro conseguiu negativar suas emissões de carbono.

O que é inovação para você?

É uma maneira inquieta e questionadora de ver as coisas para chegar a um fim diferente e otimizado, mais prático ou vantajoso, seja no processo – algo que aplicamos muito com o time da Amaro – no produto ou no serviço final que entregamos para a consumidora. Também acredito que inovação é hábito, exercício, ou seja, algo que se pratica com frequência e que tento incluir na minha rotina de trabalho e de vida. Quando se encara a busca pela inovação dessa maneira, o acesso a ela é facilitado. 

Qual a habilidade mais importante de um bom líder nos tempos atuais?

Direcionamento claro e transparência. Procuro aplicar esses princípios em todas as interações com meu time direto e também os incentivo a serem assim com seus liderados. Essa postura alinha expectativas, deixa todos alinhados quanto a objetivos e resultados e otimiza tempo, esforços e recursos. 

Qual a sua visão sobre qualidade de vida?

Com certeza, é ter tempo! Minha agenda, como a de muitos líderes e empreendedores, é bastante cheia. Cada vez mais faço o exercício de priorizar esforços e até a atenção que dedico a cada assunto.

O que o conceito de sustentabilidade representa para você?

Sobrevivência – das pessoas, do planeta e dos negócios. O caos climático e o estágio de devastação a que chegamos é irreversível e muito preocupante. Por isso, não encaro sustentabilidade como algo para o futuro, mas como uma mudança de  mindset imediata e um conjunto de práticas urgentes para assegurarmos o nosso futuro.

Na Amaro, sustentabilidade sempre foi um tema muito presente e importante, desde a fundação. Mas foi a partir de 2018, que começamos a trabalhar ESG de maneira estratégica. Começamos a estruturar o projeto de negativação das emissões de carbono da companhia, que se tornou a primeira marca de consumo 100% carbono negativo do Brasil em 2021. Além de compensar o dobro do que emitimos, nos desafiamos a diminuir nossa pegada de carbono e, para esse ano, a meta é uma redução de 10%.

Nosso direcionamento é medir, reduzir o que é possível e compensar o dobro do que emitimos, ano após ano, uma vez que esse processo é contínuo. Em 2021, emitimos um volume estimado de 15 mil toneladas de CO2 e compramos duas vezes essa quantidade em créditos de carbono (30 mil toneladas). 

Qual o melhor conselho que já recebeu na vida?

Nunca é tão bom quanto parece e nunca é tão ruim quanto parece.


SOBRE A AUTORA

Claudia Penteado é editora chefe da Fast Company Brasil. saiba mais