Depressão: novo dispositivo aprovado nos EUA promete aliviar sintomas em casa; veja detalhes
Tecnologia aprovada nos EUA permite novo tipo de tratamento alternativas aos antidepressivos

Um novo dispositivo aprovado nos Estados Unidos amplia as alternativas para o tratamento da depressão ao permitir o uso domiciliar de uma tecnologia de estimulação cerebral, sem a necessidade de medicamentos.
Segundo a Reuters, a autorização foi concedida pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA), e marca a primeira liberação oficial de um aparelho desse tipo para uso doméstico.
Como funciona o dispositivo?
Desenvolvido pela empresa Flow Neuroscience, o aparelho tem formato de fone de ouvido e atua por meio da estimulação transcraniana por corrente contínua, conhecida como ETCC.
A tecnologia envia impulsos elétricos de baixa intensidade ao córtex pré-frontal dorsolateral, área do cérebro associada à regulação do humor e frequentemente relacionada a quadros de depressão.
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Segundo as pesquisas financiadas pela própria Flow Neuroscience, apontaram melhora dos sintomas em parte dos pacientes analisados.
A decisão da FDA se baseou em um estudo clínico de fase 2 realizado em 2024 com 174 participantes adultos.
Após sessões de 30 minutos ao longo de 10 semanas, o grupo que utilizou o dispositivo relatou redução dos sintomas de depressão em comparação ao grupo de controle, segundo o órgão regulador.
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A FDA classificou o benefício como modesto, mas suficiente para superar os riscos, que incluem dor de cabeça e irritação na pele.
Para quem o aparelho será indicado?
O uso será autorizado mediante prescrição médica para adultos com transtorno depressivo maior moderado a grave.
O dispositivo pode beneficiar pacientes que não responderam bem aos antidepressivos tradicionais, embora reforcem a necessidade de mais estudos de longo prazo.
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Quanto deve custar o aparelho?
O dispositivo ainda não tem preço final definido, mas deve custar entre US$ 500 e US$ 800 (R$ 2,5 mil a R$ 4 mil).
A empresa negocia com operadoras de planos de saúde nos Estados Unidos para viabilizar cobertura parcial ou total do equipamento.
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A aprovação do dispositivo representa um avanço no uso de terapias tecnológicas para a depressão, ao oferecer uma alternativa não medicamentosa, de uso domiciliar e com efeitos colaterais considerados limitados, embora a eficácia ainda seja alvo de debate científico.