Teto do INSS sobe e altera aposentadorias e pensões em 2026; veja detalhes

Confira novidade sobre o reajuste do pagamento para aposentados e o que muda

Celular idoso mexendo
Com essas mudanças, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) redefine os valores pagos em 2026 e impacta milhões de aposentados. Créditos:Freepik.

Guynever Maropo 3 minutos de leitura

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciou 2026 com mudanças no reajuste dos benefícios pagos a aposentados e pensionistas. O novo índice atualiza tanto o teto quanto o piso, além de corrigir os valores de quem recebe acima do salário mínimo.

Segundo o Ministério da Previdência Social, o governo acredita que o reajuste segue o comportamento da inflação medida pelo INPC. A correção busca manter o poder de compra, mas fica abaixo do IPCA acumulado do ano anterior.

Os benefícios acima do salário mínimo tiveram reajuste de 3,9%. O índice foi definido com base no INPC acumulado de 2025. Com a atualização, o teto dos benefícios subiu de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. O novo valor vale desde 1º de janeiro de 2026.

Mais de 12 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Para esse grupo, o pagamento com valor corrigido começa a partir de 3 de fevereiro, conforme o calendário oficial.

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O piso previdenciário passou a ser de R$ 1.621,00, valor igual ao salário mínimo nacional. Esse é o mínimo pago em aposentadorias, pensões e auxílios.

O Benefício de Prestação Continuada, a renda mensal vitalícia e pensões especiais também seguem o piso de R$ 1.621,00. Já o benefício pago a seringueiros passou a ser de R$ 3.242,00. A cota do salário-família foi atualizada para R$ 67,54, paga a quem tem renda mensal de até R$ 1.980,38.

TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEGURADOS EMPREGADOS, EMPREGADO DOMÉSTICO E TRABALHADOR AVULSO, PARA PAGAMENTO DE REMUNERAÇÃO A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2026

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$)ALÍQUOTA PROGRESSIVA PARA FINS DE RECOLHIMENTO AO INSS
até 1.621,007,50%
de 1.621,01 até 2.902,849,00%
de 2.902,85 até 4.354,2712,00%
de 4.354,28 até 8.475,5514,00%

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As faixas de contribuição também mudaram. A alíquota é de 7,5% para salários até R$ 1.621,00.

Quem ganha entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84 paga 9%. Entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27, a alíquota é de 12%.

Para rendas de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55, a contribuição é de 14%. Esses valores começam a ser recolhidos em fevereiro, sobre os salários de janeiro.

FATOR DE REAJUSTE DOS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS DE ACORDO COM AS RESPECTIVAS DATAS DE INÍCIO, APLICÁVEL A PARTIR DE JANEIRO DE 2026

DATA DE INÍCIO DO BENEFÍCIOREAJUSTE (%)
Até janeiro de 20253,90
em fevereiro de 20253,90
em março de 20252,38
em abril de 20251,86
em maio de 20251,38
em junho de 20251,02
em julho de 20250,79
em agosto de 20250,58
em setembro de 20250,79
em outubro de 20250,27
em novembro de 20250,24
em dezembro de 20250,21

A correção de 3,9% é integral apenas para quem já recebia o benefício em janeiro de 2025. Quem começou depois recebe reajuste proporcional.

Quem passou a receber em fevereiro de 2025 tem direito ao índice cheio. A partir de março, o percentual cai conforme o mês de concessão.

Para quem recebe um salário mínimo, o reajuste é automático. O valor passou a ser R$ 1.621,00 desde 1º de janeiro.

O INPC fechou 2025 com alta de 3,9%. Já o IPCA ficou em 4,26%, indicando perda de poder de compra para quem recebe acima do piso.

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SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais