Estudo do MIT revela como a IA está moldando o cérebro humano

Entenda como o uso consciente da tecnologia pode proteger o cérebro

Cérebro em caixa
A transformação do pensamento humano já está em curso. Créditos:Freepik.

Guynever Maropo 2 minutos de leitura

O uso de Inteligência Artificial deixou de ocupar apenas espaços técnicos e passou a influenciar rotinas, escolhas e formas de pensar. De maneira silenciosa, sistemas digitais passaram a mediar desde tarefas simples até decisões complexas do cotidiano.

Um estudo recente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) analisou como a IA afeta o funcionamento do cérebro humano. A pesquisa observou a interação entre pessoas e modelos avançados de linguagem, avaliando impactos cognitivos e comportamentais.

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O QUE OS PESQUISADORES IDENTIFICARAM?

Os pesquisadores identificaram que essas ferramentas não apenas entregam respostas prontas. Elas também influenciam a forma como ideias são estruturadas, avaliadas e expressas.

Durante os testes, usuários passaram a reproduzir padrões de raciocínio, estilos de escrita e sequências argumentativas sugeridas pelos sistemas. O efeito acelerou tarefas, mas reduziu o esforço mental em processos básicos.

Com menor demanda cognitiva, habilidades como memória de trabalho, síntese de informações e tolerância à complexidade apresentaram sinais de enfraquecimento.

Os cientistas apontaram que a relação com essas ferramentas se comporta como um hábito psicológico. O impacto depende menos da tecnologia em si e mais da forma como ela é utilizada.

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O QUE ESTÁ EM RISCO?

A atenção funciona como um músculo. Sem estímulo constante, perde força e resistência ao longo do tempo.

A dependência excessiva de sistemas automatizados para tarefas simples reduz o exercício mental necessário para manter foco, memória e pensamento profundo. Esse padrão se associa a estresse, impulsividade e sobrecarga emocional.

COMO USAR A IA? CONFIRA 3 DICAS:

1. Intercale criação humana e suporte automatizado

Desenvolva a ideia inicial sem auxílio digital e recorra ao recurso apenas na etapa de revisão ou aprimoramento. Essa prática preserva a autonomia cognitiva.

2. Crie um intervalo antes de consultar a ferramenta

Avalie se é possível refletir sozinho sobre o tema antes de recorrer ao sistema. O objetivo é estimular o raciocínio, não testar conhecimento.

3. Utilize a tecnologia como apoio crítico, não como substituição

Solicite análises, questionamentos ou complementos às ideias já existentes, em vez de pedir respostas prontas.

A transformação do pensamento humano já está em curso. O ponto central está no tipo de mente que se pretende desenvolver nesse cenário.

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O uso equilibrado dessas ferramentas de Inteligência Artificial pode ampliar criatividade, introspecção e eficiência sem comprometer o bem-estar mental. A diferença está em manter o controle do processo cognitivo.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais