Além do ChatGPT: como a Anthropic está transformando a programação

Veja por que a programação pode estar entrando em uma nova fase de autonomia

Tela do Anthoropic em notebook
O Claude Code é um agente de codificação capaz de ler projetos inteiros, planejar mudanças complexas. Crédito: imagem gerada com auxílio de IA ChatGPT.

Guynever Maropo 2 minutos de leitura

A Anthropic vem ganhando espaço entre engenheiros e entusiastas ao apostar em ferramentas que reduzem barreiras técnicas e transformam a programação em um processo mais direto, automatizado e acessível. 

O avanço tem chamado a atenção porque desloca o debate da corrida da Inteligência Artificial para além dos nomes mais óbvios do setor, como ChatGPT e Gemini e aponta para uma mudança estrutural na forma como software passa a ser criado.

Segundo a Axios, a adoção acelerada da ferramenta do Claude Code mostra que há espaço para soluções focadas em usabilidade, autonomia e integração real ao fluxo de trabalho de quem programa.

Leia mais: Anthropic experimenta novo recurso para aumentar autonomia do Claude; entenda mudanças

O QUE É O PROJETO DA ANTHROPIC?

O Claude Code é o agente de codificação desenvolvido pela Anthropic e alimentado por modelos avançados como o Claude Opus 4.5.

A proposta é permitir que usuários descrevam tarefas em linguagem natural, enquanto o sistema lê projetos inteiros, planeja alterações complexas, escreve, testa, depura código e executa comandos de forma autônoma por longos períodos.

Na prática, a ferramenta reduz a dependência de softwares intermediários e amplia o acesso à criação de aplicativos, sites, automações e sistemas personalizados.

Profissionais experientes e usuários sem formação técnica relatam ganhos expressivos de produtividade, além de uma curva de aprendizado muito menor em comparação com soluções tradicionais.

POR QUE CRESCE O INTERESSE NO DISPOSITIVO

O aumento do interesse não se deve a uma única inovação isolada, mas à combinação de fatores. Os modelos de base evoluíram de forma consistente, tornando as respostas mais confiáveis e as execuções mais estáveis.

Além disso, o Claude Code opera diretamente no terminal, ambiente onde desenvolvedores já concentram seu trabalho diário, o que reduz fricções de uso.

Leia mais: Anthropic lança Opus 4.5: confira as principais mudanças do modelo de IA

Outro ponto relevante foi o timing. Períodos de menor carga de trabalho permitiram que mais pessoas testassem a ferramenta em projetos reais.

Esse uso prático ajudou a consolidar a percepção de que a programação assistida está entrando em uma nova fase, mais próxima da autonomia do que do simples suporte pontual.

A codificação baseada em instruções naturais amplia quem pode criar soluções digitais e altera a dinâmica da produtividade no setor. Um único engenheiro passa a executar tarefas equivalentes às de várias pessoas, desde protótipos até sistemas funcionais complexos.

Ainda assim, há limites claros. Transformar um protótipo em um produto seguro, escalável e pronto para uso corporativo continua exigindo conhecimento técnico aprofundado.

A diferença entre gerar código e manter sistemas críticos permanece significativa, o que mantém a necessidade de especialistas humanos no processo.

Leia mais: Startup de IA Anthropic aposta em equipe editorial (100% humana)

VOCÊ PODE SE INTERESSAR TAMBÉM:

A Anthropic, ao posicionar o Claude Code como um agente semiautônomo e não apenas como um chatbot, ajuda a demonstrar que a próxima etapa da Inteligência Artificial aplicada ao desenvolvimento pode redefinir não só quem programa, mas também o papel do próprio programador.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais