Menor robô do mundo é invisível a olho nu; veja como funciona

A tecnologia microscópica inaugura uma nova etapa da robótica autônoma

Robô desenhando
O primeiro microrrobô totalmente autônomo nessa escala. Créditos: Freepik.

Guynever Maropo 2 minutos de leitura

Já imaginou um robô tão pequeno que chega a ser invisível a olho nu? Isso é realidade e foi criado por Pesquisadores dos Estados Unidos.

O projeto é descrito como o menor robô autônomo e programável do mundo. Com dimensões menores que um grão de sal, o dispositivo consegue se mover, perceber o ambiente e operar de forma independente por longos períodos, sem fios, baterias tradicionais ou controle externo.

O avanço foi desenvolvido por cientistas das universidades da Pensilvânia e de Michigan e descrito em estudos publicados nas revistas Science Robotics e Proceedings of the National Academy of Sciences. Segundo a pesquisa, trata-se do primeiro microrrobô totalmente autônomo nessa escala, capaz de funcionar apenas com energia captada do ambiente.

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COMO UM ROBÔ TÃO PEQUENO CONSEGUE SE MOVER?

Os microrrobôs medem cerca de 200 x 300 x 50 micrômetros, o que os torna mais finos que um fio de cabelo humano. Em vez de usar hélices ou empurrar a água, eles se deslocam criando campos elétricos que movimentam partículas carregadas no líquido ao redor, gerando um fluxo que impulsiona o corpo microscópico.

Ao ajustar esses campos, os dispositivos conseguem mudar de direção, seguir trajetórias específicas e até se mover de forma coordenada em grupo. Esse comportamento coletivo lembra o deslocamento de cardumes e permite maior controle mesmo em ambientes microscópicos complexos.

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PARA QUE ESSE MICRO ROBÔ PODE SER USADO?

Além da locomoção, os microrrobôs são capazes de detectar o ambiente, processar informações e tomar decisões básicas por meio de um chip ultracompacto integrado à estrutura. O principal desafio do projeto foi reduzir o consumo de energia a níveis extremamente baixos, permitindo que o sistema funcione por meses apenas com luz.

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Os pesquisadores avaliam que essa tecnologia inaugura uma nova fase da robótica em microescala. Ao integrar sensores, processamento e movimento em estruturas quase invisíveis no mini robô, o projeto abre caminho para aplicações futuras em áreas como pesquisa científica, monitoramento ambiental e desenvolvimento de sistemas autônomos avançados.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais