Futuro da inteligência artificial depende de escolhas humanas, diz executiva da Meta

Ela defende união global para guiar a Inteligência Artificial; entenda como deve funcionar

Presidente executiva da Meta
A vice-presidente do conselho avaliou ainda que os riscos e oportunidades associados à Inteligência Artificial. Crédito: imagem gerada com auxílio de IA ChatGPT.

Guynever Maropo 2 minutos de leitura

A vice-presidente do conselho da Meta, Dina Powell McCormick, afirmou que a Inteligência Artificial representa um desafio coletivo e exigirá cooperação entre empresas concorrentes, governos e setor energético para garantir que o avanço tecnológico preserve valores humanos e gere benefícios amplos para a sociedade.

Em entrevista concedida durante o evento Axios House Davos, Dina Powell McCormick apresentou sua visão sobre o papel estratégico da Inteligência Artificial, destacando que a tecnologia já provoca uma transformação estrutural na economia, no mercado de trabalho e nas relações sociais, o que torna indispensável um alinhamento entre líderes públicos e privados.

Segundo a Axios, a executiva diz que o desenvolvimento da Inteligência Artificial não depende apenas de inovação em software, mas também de infraestrutura energética, políticas públicas e capacitação profissional. Para ela, nenhum fato isolado conseguirá sustentar essa nova fase da computação sem colaboração entre os grandes grupos tecnológicos e apoio institucional.

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A executiva citou discussões recentes com líderes empresariais e investidores que apontam para a criação de centenas de milhares de novos postos de trabalho ligados à expansão da infraestrutura necessária para a Inteligência Artificial, especialmente em áreas técnicas e industriais que vêm enfrentando perda de empregos nas últimas décadas.

QUAL O PAPEL HUMANO NA EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL?

Para Dina o futuro da Inteligência Artificial dependerá diretamente das escolhas humanas. Para ela, a tecnologia só será produtiva e segura se for guiada por critérios de responsabilidade, cuidado e governança, com padrões comuns que orientem desde o consumo de energia até regras de uso e segurança.

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A vice-presidente avaliou ainda que os riscos e oportunidades associados à Inteligência Artificial já alcançaram uma escala que exige coordenação entre empresas rivais, mesmo em um ambiente de forte competição por mercado. Na visão dela, esse alinhamento pode permitir que o avanço tecnológico resulte em crescimento econômico sem comprometer estabilidade social.

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Por fim, Dina Powell McCormick afirmou que decidiu integrar a Meta por acreditar que a empresa ocupa uma posição central nesse processo de transformação global e que a Inteligência Artificial, quando orientada por valores compartilhados, pode contribuir para um futuro mais próspero e equilibrado.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais