Amazon faz maior corte da história e demite mais 16 mil funcionários

Nova rodada de cortes da Amazon acende alerta no setor de tecnologia

Olena Koliesnik via Getty e Amazon (reprodução)
Olena Koliesnik via Getty e Amazon (reprodução)

Guynever Maropo 2 minutos de leitura

A Amazon anunciou nesta quarta-feira (28) uma nova rodada de demissões que amplia o maior corte de empregos de sua história. Ao todo, a empresa eliminou cerca de 16 mil vagas corporativas nesta etapa, encerrando um plano que soma aproximadamente 30 mil demissões desde outubro, sem descartar novas reduções.

Segundo reportagem da Reuters, a empresa já havia sinalizado que promoveria uma segunda fase de cortes como parte da estratégia liderada pelo CEO Andy Jassy. O objetivo é reduzir a burocracia interna, enxugar níveis hierárquicos e encerrar operações consideradas pouco rentáveis.

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Vale lembrar que em outubro de 2025, a Amazon informou em um memorando aos funcionários a demissão de 14 mil pessoas. Confira mais detalhes nesta matéria da Fast Company.

O QUE MOTIVOU AS DEMISSÕES NA AMAZON?

Os desligamentos fazem parte de um esforço para ajustar a estrutura da companhia após a expansão acelerada durante a pandemia. A Amazon reconheceu que contratou acima da necessidade naquele período, impulsionada pelo crescimento do comércio eletrônico e da demanda por entregas.

Mesmo representando uma fração dos cerca de 1,58 milhão de funcionários globais, os cortes atingem quase 10% da força de trabalho corporativa. O volume supera as 27 mil demissões realizadas entre o fim de 2022 e o início de 2023, até então o maior ajuste da empresa.

QUAIS ÁREAS FORAM AFETADAS?

Relatos indicam que as demissões alcançaram diferentes divisões, incluindo Amazon Web Services, Alexa, Prime Video, dispositivos, publicidade e operações de entrega. Um e-mail interno que mencionava o plano como Projeto Dawn gerou apreensão entre equipes, especialmente na área de nuvem.

Além dos cortes, a empresa anunciou o fechamento de suas últimas lojas físicas, como Amazon Fresh e Amazon Go, e confirmou que deixará de usar o sistema de pagamento biométrico Amazon One, baseado na leitura da palma da mão.

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PINTEREST TAMBÉM ANUNCIA DEMISSÕES

O movimento de cortes não se limita à Amazon. O Pinterest também anunciou que vai reduzir em até 15% seu quadro de funcionários para realocar recursos em funções e estratégias voltadas à Inteligência Artificial. Em setembro do ano passado, a empresa contava com 5.205 empregados, e a medida pode atingir cerca de 780 postos de trabalho.

A companhia também informou que pretende fechar escritórios menores como parte do plano de reestruturação. Os encargos antes de impostos devem ficar entre US$ 35 milhões (R$ 175 milhões) e US$ 45 milhões (R$ 225 milhões), com conclusão prevista até o fim do terceiro trimestre.

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Ambas empresas mostra como a expansão acelerada e adoção da Inteligência Artificial tem levado grandes empresas de tecnologia a rever estruturas, automatizar funções e reduzir equipes administrativas. Nesse contexto, a Amazon segue investindo em IA, robótica e reorganização interna para sustentar sua estratégia de longo prazo.


SOBRE A AUTORA

Jornalista, pós-graduando em Marketing Digital, com experiência em jornalismo digital e impresso, além de produção e captação de conte... saiba mais