Informalidade no Brasil: quem domina esse mercado?

38,1% da população trabalhava no setor informal em 2025; o percentual caiu em relação a 2024 mas permanece elevado para padrões internacionais

comida de rua
O mercado informal brasileiro é extenso/ Crédito: Pixabay

Larissa Crippa 2 minutos de leitura

A informalidade segue sendo uma das principais formas de se fazer dinheiro no mercado de trabalho brasileiro. Mesmo com leve recuo, o índice ainda é considerado alto e reflete desigualdades históricas de renda, educação e oportunidades entre diferentes regiões e grupos sociais.

Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38,1% da população ocupada trabalhava no setor informal em 2025. O percentual caiu em relação a 2024 (39%), mas permanece elevado para padrões internacionais.

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QUEM É MAIS AFETADO PELA INFORMALIDADE?

A informalidade não atinge todos da mesma forma. O indicador revela que o fenômeno é mais intenso nas duas pontas da idade: jovens e adolescentes e trabalhadores mais velhos

A menor taxa de informalidade aparece entre pessoas de 25 a 39 anos, faixa considerada mais consolidada no mercado formal.

Esse cenário está diretamente ligado à escolaridade. Jovens ainda estão em formação e têm pouca experiência, enquanto muitos trabalhadores mais velhos vieram de gerações com menor acesso à educação formal. Essa combinação reduz as chances de inserção em empregos com carteira assinada.

ESCOLARIDADE É UM FATOR DECISIVO

A pesquisa apontou que 71,4% dos trabalhadores com menos de um ano de estudo estão na informalidade, 63,7% tem ensino fundamental incompleto e apenas 19,3% dos trabalhadores com ensino superior completo atuam de forma informal

Ou seja, quanto maior o nível de instrução, menores as chances de estar fora das regras formais de trabalho.

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DESIGUALDADE VARIA POR REGIÕES

As diferenças entre regiões brasileiras também aparecem nesse indicador. Estados do Norte e Nordeste concentram taxas maiores, enquanto Sul e Sudeste apresentam níveis mais baixos. Mesmo assim, grandes centros urbanos ainda registram altos índices.

Apesar de ser o maior polo econômico do país, a cidade de São Paulo reúne diferentes realidades. A informalidade aparece tanto nas periferias quanto nas regiões centrais.

Entre os exemplos mais comuns de trabalho informal na capital estão: vendedores ambulantes e camelôs, trabalhadores de aplicativos (entregadores e motoristas), diaristas e trabalhadores domésticos sem registro, autônomos sem CNPJ, pequenos comerciantes de rua e serviços de beleza e manutenção sem formalização

MERCADO INFORMAL PÕE TRABALHADORES EM RISCO

Nos últimos anos, o crescimento das plataformas digitais ampliou o número de trabalhadores sem vínculo formal. A flexibilidade atrai principalmente jovens e pessoas que perderam empregos formais, mas também levanta debates sobre direitos e proteção social.

Para especialistas, a informalidade cresce graças ao desemprego e instabilidade econômica e a dificuldade de acesso à educação. Em grandes cidades, o custo de vida elevado e a necessidade de renda imediata também impulsionam esse tipo de ocupação.

Embora o trabalho informal gere renda, ele também significa menos proteção. Trabalhadores nessa condição costumam ter menor acesso à previdência, ausência de benefícios, instabilidade financeira e maior vulnerabilidade social

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