5 características que indicam inteligência emocional elevada

Estudo aponta que alto desempenho profissional não depende exclusivamente do quociente intelectual

Inteligência Emocional Sob o Horizonte Dourado
Crédito: Imagem gerada com auxílio de Inteligência Artificial via ChatGPT

Joyce Canelle 4 minutos de leitura

Profissionais considerados eficazes e com desempenho superior à média costumam ter em comum um alto grau de inteligência emocional. O conceito ganhou força a partir das pesquisas do psicólogo e PhD Daniel Goleman, da Universidade de Harvard, que identificou como e por que profissionais com melhor desempenho compartilham características em comum.

A semelha está especialmente na capacidade de compreender e administrar as próprias emoções e as dos outros. A pesquisa foi publicada pelo Instituto Infinity e o assunto passou a ser discutido amplamente nos anos 1990 e segue atual porque influencia diretamente resultados, liderança e qualidade de vida.

O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

Inteligência emocional é a habilidade de reconhecer sentimentos, compreender reações emocionais e utilizá-las de maneira construtiva e não se trata apenas de manter a calma ou ser uma pessoa agradável.

Envolve perceber o que se sente, interpretar o que o outro expressa e agir de forma adequada ao contexto.

O estudo aponta que alto desempenho profissional não depende exclusivamente do quociente intelectual, pessoas com excelente formação acadêmica podem enfrentar dificuldades quando não conseguem lidar com:

  • Frustrações;
  • Conflitos; ou
  • Pressão.

Por outro lado, indivíduos com domínio emocional tendem a tomar decisões mais equilibradas e construir relações mais sólidas.

Quanto maior for a responsabilidade de um cargo, maior também a exigência por maturidade emocional, liderar equipes, administrar crises e negociar interesses exige mais do que conhecimento técnico.

OS 5 PILARES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

O modelo inicial proposto por Daniel Goleman identificou cinco características centrais divididas em dois grandes grupos: habilidades intrapessoais e habilidades interpessoais, esses pilares ajudam a entender como a inteligência emocional se manifesta no dia a dia.

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HABILIDADES INTRAPESSOAIS

As competências intrapessoais dizem respeito à forma como cada pessoa lida consigo mesma, elas são a base do equilíbrio emocional e influenciam diretamente comportamento e decisões.

1. AUTOCONHECIMENTO

O primeiro pilar é o reconhecimento das próprias emoções no momento em que surgem, pessoas com autoconhecimento sabem identificar sentimentos como raiva, medo ou ansiedade e compreendem o impacto dessas emoções em suas atitudes.

Também reconhecem seus pontos fortes e limitações, favorecendo decisões mais conscientes.

Esse nível de percepção aumenta a confiança e reduz reações impulsivas, quem se conhece melhor tende a agir com mais clareza diante de situações difíceis.

2. AUTORREGULAÇÃO

A autorregulação está ligada à capacidade de controlar impulsos e administrar emoções intensas, significa adiar recompensas imediatas em favor de objetivos maiores e manter equilíbrio mesmo diante de frustrações.

Indivíduos com essa habilidade conseguem reduzir a ansiedade, lidar com críticas e evitar atitudes precipitadas, essa competência é essencial em ambientes profissionais que exigem tomada de decisão sob pressão.

3. AUTOMOTIVAÇÃO

O terceiro pilar envolve a capacidade de manter-se motivado internamente, pessoas automotivadas demonstram iniciativa, persistência e foco em metas de longo prazo. Elas não dependem apenas de estímulos externos para agir.

Essa característica favorece produtividade, conclusão de projetos e superação de obstáculos. A emoção deixa de ser um obstáculo e passa a funcionar como combustível para alcançar resultados.

HABILIDADES INTERPESSOAIS

Enquanto as competências intrapessoais tratam do relacionamento consigo mesmo, as habilidades interpessoais dizem respeito à forma como o indivíduo interage com outras pessoas.

4. EMPATIA

Empatia é a capacidade de colocar-se no lugar do outro e compreender suas necessidades e sentimentos, não se resume a concordar com tudo, mas a entender diferentes perspectivas.

Pessoas empáticas captam sinais sutis no comportamento alheio e conseguem ajustar sua comunicação, e essa habilidade fortalece vínculos pessoais e profissionais e contribui para ambientes mais colaborativos.

5. GESTÃO DE RELACIONAMENTOS

O quinto pilar envolve a habilidade de construir e manter relações saudáveis, inclui saber negociar, influenciar de maneira positiva, resolver conflitos e estimular cooperação. Indivíduos com boa gestão relacional costumam assumir posições de liderança com naturalidade.

A EVOLUÇÃO DO MODELO

Com o avanço das pesquisas, o modelo original foi simplificado em quatro grandes dimensões:

  • Autoconsciência;
  • Autogestão;
  • Consciência social; e
  • Gestão de relacionamentos.

A base, no entanto, permanece a mesma, a inteligência emocional envolve equilíbrio interno e competência social.

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Especialistas alertam que a valorização excessiva do desempenho acadêmico em detrimento do desenvolvimento emocional pode gerar consequências. Jovens que não aprendem a lidar com frustrações, conflitos ou pressão tendem a enfrentar dificuldades na vida adulta.

Ansiedade, insegurança e dificuldades de relacionamento podem estar associadas à falta de preparo emocional, e em ambientes de trabalho, isso se traduz em baixa produtividade, conflitos frequentes e dificuldade de adaptação.

Vale citar que a inteligência emocional não é um traço fixo, trata-se de uma competência que pode ser desenvolvida ao longo da vida por meio de prática, reflexão e treinamento adequado.


SOBRE O(A) AUTOR(A)

Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais