6 dicas para comprar dólares em março

Em meio à tensão geopolítica, planejamento é fundamental

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Joyce Canelle 2 minutos de leitura

No domingo, após uma ofensiva militar que atingiu alvos estratégicos em diversas regiões do Irã, os Estados Unidos e Israel intensificaram ataques contra instalações de mísseis e estruturas navais, ampliando o conflito no Oriente Médio e pressionando os mercados globais.

Com mais de 200 mortos, segundo publicado pela AP News, autoridades iranianas e relatos de novos bombardeios em Teerã, a escalada aumenta a incerteza internacional e reforça a busca por proteção cambial, especialmente pelo dólar, moeda de referência no comércio mundial.

A ampliação do confronto, que já envolve grupos aliados do Irã no Iraque e no Líbano, além de reações de países do Golfo, trouxe volatilidade aos mercados.

Em cenários como esse, investidores tendem a migrar recursos para ativos considerados mais seguros. O dólar costuma ser o principal destino.

TIPOS DE DÓLAR

Quem acompanha a moeda observa principalmente duas referências, o dólar à vista, também chamado de dólar comercial, reflete a média das negociações de compra e venda ao longo do dia. É a cotação usada como parâmetro para operações correntes.

Já o dólar futuro corresponde a contratos negociados para liquidação em data posterior. Ele antecipa expectativas do mercado e pode sinalizar tendências, de acordo com o blog do BB InvesTalk.

O indicador internacional mais conhecido para medir a força da moeda americana é o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos.

Dólar
Créditos: Freepik.

6 DICAS PARA COMPRAR DÓLARES EM MARÇO

Em meio à tensão geopolítica, planejamento é fundamental. Confira orientações segundo Bankrate para quem pretende adquirir moeda americana neste mês:

1. Acompanhe a cotação por alguns dias antes de fechar a compra, observar a variação ajuda a entender o patamar médio. Evite comprar por impulso em momentos de pico após notícias de conflito. Movimentos bruscos podem ser temporários.

2. Compare taxas entre bancos e casas de câmbio. Diferenças de 5% a 10% representam valor relevante em montantes maiores. Fuja das casas de câmbio em aeroportos quando possível. A margem embutida pode chegar a 8% ou 10%.

3. Se for usar cartão no exterior, pague sempre na moeda local, a conversão dinâmica pode acrescentar 3% ou 4% ao valor final.

4. Informe-se sobre taxas de saque em caixas eletrônicos internacionais, alguns bancos oferecem parcerias que reduzem custos.

5. Considere comprar parte da moeda com antecedência, alguns bancos permitem fixar a taxa e proteger contra alta futura.

6. Avalie o impacto do cenário internacional, conflitos e incertezas costumam fortalecer ou enfraquecer o dólar no curto prazo.

ERROS COMUNS QUE PODEM PESAR NO ORÇAMENTO

Muitos viajantes focam apenas na ausência de taxa anunciada e ignoram o câmbio praticado. A diferença entre a taxa interbancária e a oferecida ao consumidor pode variar entre 2% e 3% nos bancos e superar 8% em áreas turísticas.

Em uma troca de US$ 1.000, essa diferença pode significar receber o equivalente a US$ 920 em um banco ou apenas US$ 820 em uma casa de câmbio de aeroporto.

O momento da compra também faz diferença. Embora prever o mercado seja impossível, acompanhar o comportamento da moeda nas semanas que antecedem a viagem ajuda a evitar decisões precipitadas.

Para fazer uma boa compra de dólar, informação e planejamento continuam sendo as melhores ferramentas para proteger o orçamento.


SOBRE O(A) AUTOR(A)

Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais