Avião elétrico chinês Matrix, para 10 passageiros, aponta futuro dos táxis voadores
O Matrix foi desenvolvido pela AutoFlight, empresa fundada em 2017 e especializada em aeronaves elétrica

Um novo passo na corrida pela mobilidade aérea urbana foi apresentado na cidade de Kunshan, no sudeste da China. A empresa chinesa AutoFlight realizou uma demonstração do Matrix, uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical desenvolvida para transportar até 10 passageiros.
O teste ocorreu em um campo de provas da companhia e mostra como o setor tenta transformar os chamados táxis voadores em uma alternativa real de transporte nos próximos anos, segundo a AP News.
MOBILIDADE AÉREA URBANA
O Matrix foi desenvolvido pela AutoFlight, empresa fundada em 2017 e especializada em aeronaves elétrica. O modelo funciona como um eVTOL, sigla em inglês para veículos elétricos capazes de decolar e pousar verticalmente, tecnologia considerada fundamental para o futuro dos táxis aéreos.
A aeronave tem cerca de 20 metros de envergadura, 17,1 metros de comprimento e 3,3 metros de altura, com peso aproximado de cinco toneladas, é apontada como uma das maiores aeronaves elétricas já construídas na China.
Projetado como um grande drone, o Matrix pode transportar até dez passageiros e possui autonomia de aproximadamente uma hora de voo sem necessidade de recarga.

VOO EM CENTRO DE TESTES
Durante a demonstração, a equipe da AutoFlight retirou a aeronave de um hangar e a levou até o heliponto do campo de testes da empresa, após verificações técnicas, as hélices foram acionadas e o veículo iniciou a decolagem.
O voo de demonstração durou cerca de dez minutos, a aeronave realizou duas voltas sobre a área de testes e retornou ao ponto de partida, onde pousou de forma estável. O ruído do equipamento foi descrito como menor que o de um helicóptero tradicional.
A apresentação serviu para mostrar o estágio atual do projeto, ainda considerado um protótipo.
CERTIFICAÇÕES AINDA SÃO DESAFIO
Apesar do avanço tecnológico, o uso comercial de aeronaves desse tipo ainda depende de uma série de autorizações regulatórias.
Segundo executivos da AutoFlight, a empresa espera obter até 2027 o chamado certificado de tipo, documento que confirma que o projeto da aeronave atende aos padrões de segurança exigidos pelas autoridades.
Depois disso ainda seriam necessárias outras licenças para que a operação comercial com passageiros seja liberada.
INFRAESTRUTURA E SEGURANÇA
Especialistas avaliam que a tecnologia avança rapidamente, mas a criação de um sistema completo para os táxis voadores ainda exige tempo. Entre os desafios estão a construção de infraestrutura adequada, a organização das rotas aéreas e a garantia de padrões rigorosos de segurança.
Na China, o setor faz parte do que o governo chama de economia de baixa altitude, que envolve desde drones de entrega até aeronaves elétricas para transporte urbano.
Em cidades como Shenzhen, por exemplo, o uso de drones para entrega de produtos já é uma realidade, indicando o caminho que pode ser seguido pela mobilidade aérea nos próximos anos.

SETOR AINDA ESTÁ EM FASE INICIAL
Outras empresas chinesas também trabalham em aeronaves semelhantes. Algumas já receberam certificações preliminares para operar serviços comerciais, embora o transporte regular de passageiros ainda não tenha começado.
Analistas do setor avaliam que ainda será necessário desenvolver todo um ecossistema tecnológico e logístico para que os táxis voadores se tornem viáveis em larga escala.
Mesmo assim, demonstrações como a do Matrix mostram que a mobilidade aérea urbana deixou de ser apenas um conceito futurista e passou a fazer parte dos planos concretos da indústria aeronáutica.