Eventos climáticos extremos fazem crescer busca por seguro residencial

Com chuvas intensas, enchentes e tempestades mais frequentes, famílias buscam proteção financeira para reduzir prejuízos causados por desastres naturais

Deagreez e shmell_c4 via Getty Images

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Chuvas intensas, enchentes e tempestades têm se tornado cada vez mais frequentes. O aumento desses fenômenos, associado às mudanças climáticas, vêm provocando prejuízos materiais e reacendendo um debate: o papel do seguro residencial como instrumento de proteção financeira para as famílias. 

Para se ter uma ideia, 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, com a temperatura média global atingindo 1,47°C acima dos níveis pré-industriais (1850–1900). 

Consequentemente, esse aquecimento se refletiu em uma sucessão de eventos climáticos extremos no Brasil, que geraram prejuízos estimados em R$ 3,9 bilhões e impactaram diretamente 336.656 pessoas, segundo o relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). 

ENCHENTES E PREJUÍZOS NAS CIDADES 

Nos grandes centros urbanos, a combinação de chuvas intensas, impermeabilização do solo e sistemas de drenagem insuficientes amplia o impacto de tempestades. Ruas alagadas, quedas de árvores, infiltrações e danos estruturais em residências são alguns dos problemas enfrentados por moradores após eventos climáticos severos. Em muitos casos, além dos danos estruturais às casas, há perdas de bens essenciais, como eletrodomésticos, móveis e equipamentos eletrônicos. 

Para famílias sem uma reserva financeira suficiente para lidar com emergências, esses prejuízos podem comprometer o orçamento por meses ou até anos. O que colocou o seguro residencial no radar de muitos consumidores em busca de proteção financeira capazes de reduzir o impacto econômico desses episódios. 

SEGURO RESIDENCIAL COMO FERRAMENTA DE PROTEÇÃO 

Embora ainda pouco difundido no Brasil quando comparado a outros países, o seguro residencial vem ganhando relevância diante da intensificação dos eventos climáticos. 

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que cerca de 17% dos domicílios brasileiros contam atualmente com seguro residencial — o equivalente a aproximadamente 13 milhões de casas protegidas. Entre 2023 e 2025, a arrecadação desse segmento ultrapassou R$ 6 bilhões, com crescimento de 16,5% em 2024 na comparação com o ano anterior.

A lógica é semelhante à observada no seguro empresarial: transferir parte do risco financeiro para a seguradora, permitindo que famílias e empresas tenham suporte para reconstruir ou reparar danos após um imprevisto. 

Dependendo da cobertura contratada, o seguro pode incluir proteção contra danos causados por tempestades, vendavais, granizo, queda de árvores, alagamentos e danos elétricos, além de assistência emergencial para reparos. 

Especialistas do setor apontam que, diante de fenômenos climáticos cada vez mais intensos, o seguro passa a ser visto não apenas como um produto financeiro, mas como um instrumento de planejamento e gestão de risco doméstico. 

DIREITO À INDENIZAÇÃO: COMO FUNCIONA O SINISTRO 

Quando ocorre um evento coberto pela apólice, o segurado deve iniciar o chamado processo de sinistro, que é o pedido formal de indenização à seguradora. O procedimento costuma seguir algumas etapas básicas: 

Comunicar à seguradora: o segurado informa a seguradora sobre o ocorrido o mais rápido possível;

Registro dos danos: fotos, vídeos e documentos ajudam a comprovar os prejuízos. 

Análise técnica: a seguradora pode enviar um perito ou solicitar orçamentos para avaliar os danos. 

Indenização ou reparo: após a análise, a empresa define o valor da indenização ou o serviço de reparação previsto na apólice. 

Antes de assinar qualquer apólice, no entanto, a recomendação é que o segurado leia atentamente as condições do contrato para entender:

– Quais eventos estão cobertos.

– Quais são as exclusões.

– Quais são os limites de indenização.

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