Por que o Rec Room vai fechar mesmo com 150 milhões de jogadores

A empresa afirma que decidiu “puxar a tomada” enquanto ainda tem condições de encerrar as atividades de forma organizada e responsável

personagens do game Rec Room
Crédito: Rec Room

Jennifer Mattson 1 minutos de leitura

Acabou a aula para o Rec Room Inc.. A plataforma social de jogos anunciou que será encerrada em junho, apesar de ter “alcançado mais de 150 milhões de jogadores e criadores ao longo do caminho” desde sua fundação, em 2016.

“Apesar dessa popularidade, nunca conseguimos descobrir como transformar o Rec Room em um negócio sustentavelmente lucrativo”, afirmou a empresa em comunicado. “Nossos custos sempre acabavam superando a receita. Passamos muito tempo tentando fazer essa conta fechar.”

“Mas, com a recente mudança no mercado de realidade virtual, somada aos ventos contrários mais amplos na indústria de games, o caminho para a lucratividade ficou difícil demais e tomamos a decisão de encerrar as operações”, diz o texto.

Avaliado em US$ 3,5 bilhões no auge, o Rec Room se destacou como um jogo social multiplataforma que permitia aos usuários socializar, criar e compartilhar experiências e itens virtuais gerados pela própria comunidade.

“Na última década, jogadores fizeram mais de meio bilhão de amizades na plataforma, acumulando um total de 68 mil anos dentro do Rec Room, com milhões de usuários ainda ativos todos os meses”, segundo o anúncio.

Com sede em Seattle, nos EUA, a Rec Room Inc. afirma que decidiu “puxar a tomada” enquanto ainda tem condições de encerrar as atividades de forma organizada e responsável com quem ajudou a construir a plataforma.

personagens do game Rec Room
Crédito: Rec Room

Desde segunda-feira (30 de março), novos usuários já não podem criar contas, adicionar amigos ou assinar o plano Rec Room Plus (RR+). As assinaturas ativas continuam válidas até 1º de junho.

A partir dessa data, os jogadores não poderão mais acessar ou jogar Rec Room. Ao meio-dia (horário local), o site rec.net também sairá do ar.

Leia mais: Estudo revela que jogadores constroem mais amizades nos games do que nas redes sociais

A notícia chega após duas rodadas de demissões no ano passado. Em agosto, a empresa cortou 141 postos de trabalho, reduzindo a equipe para pouco mais de 100 pessoas. Antes disso, em março, já havia demitido cerca de 16% da força de trabalho, segundo o site GeekWire.


SOBRE A AUTORA

Jennifer Mattson é colaboradora da Fast Company e escreve sobre trabalho, negócios, tecnologia e finanças. saiba mais