Funcionário da Meta teria acessado 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook; entenda
O suspeito teria desenvolvido um script capaz de contornar mecanismos de proteção da empresa

Um ex-funcionário da Meta é investigado no Reino Unido sob suspeita de acessar e baixar cerca de 30 mil imagens privadas de usuários do Facebook.
O caso veio à tona após a própria empresa identificar a irregularidade e acionar a polícia, que conduz a apuração em Londres. A suspeita é de que o acesso ocorreu enquanto o homem ainda trabalhava na companhia, com o uso de um programa criado para driblar sistemas internos de segurança.
O investigado permanece em liberdade sob fiança, mas precisa cumprir impostos pelas autoridades, como informar deslocamentos e se reapresentar à polícia nos próximos meses.
De acordo com o The Guardian, o suspeito teria desenvolvido um script capaz de contornar mecanismos de proteção da empresa.
Com isso, conseguiu acessar imagens privadas sem autorização, o que pode configurar violação de leis de proteção de dados e uso indevido de sistemas.
AÇÃO DA META E MEDIDAS INTERNAS
A Meta afirmou que detectou o acesso irregular há mais de um ano, após a identificação, o funcionário foi desligado e os usuários afetados foram comunicados.
A empresa também informou que reforçou seus sistemas de segurança e encaminhou o caso às autoridades britânicas.
Em nota, a companhia destacou que colabora com as investigações e reiterou que a proteção de dados é prioridade. O episódio reacende o debate sobre o controle interno de acesso a informações sensíveis dentro de grandes plataformas digitais.
POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS LEGAIS
Especialistas apontam que o caso pode ter desdobramentos tanto criminais quanto civis. Quando um funcionário acessa dados sem autorização, ele pode responder individualmente por crimes previstos na legislação. No entanto, a responsabilidade da empresa depende da avaliação sobre a eficácia das medidas de segurança adotadas.
Se for constatado que houve falhas na proteção dos dados, a Meta pode enfrentar sanções, incluindo multas e processos judiciais. O caso também está no radar do órgão regulador britânico de proteção de dados, que acompanha a situação.
CONTEXTO E PRESSÃO SOBRE AS PLATAFORMAS
O episódio ocorre em meio a uma fase de maior pressão sobre empresas de tecnologia. Recentemente, a Meta e o Google foram alvo de uma decisão judicial nos Estados Unidos relacionada à proteção de usuários, o que ampliou o debate global sobre responsabilidade digital.
Casos como o do Facebook reforçam a necessidade de mecanismos mais rigorosos de controle e transparência no uso de dados pessoais.