Golpes pelo FGC: criminosos se aproveitam de ressarcimentos; veja como se proteger

Em muitos casos, mensagens de golpistas imitam comunicações oficiais, o que aumenta o risco de engano

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Foto: Freepik

Joyce Canelle 2 minutos de leitura

O aumento de instituições financeiras em liquidação e a liberação de valores garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) têm sido acompanhados por uma onda de golpes contra investidores.

Os crimes ocorrem principalmente durante o processo de ressarcimento, quando credores aguardam a devolução do dinheiro após intervenção do Banco Central. Criminosos aproveitam esse momento para enganar vítimas com promessas falsas de liberação antecipada ou cobrança de taxas inexistentes.

Os fraudadores se passam por representantes do FGC ou por intermediários autorizados. Eles entram em contato por telefone, mensagens ou e-mail e informam que o investidor tem valores a receber.

Em seguida, solicitam dados pessoais ou pedem depósitos para liberar o suposto pagamento, segundo o artigo publicado pelo Centro Universitário Fundação Santo André (FSA).

Em alguns casos, as mensagens imitam comunicações oficiais, o que aumenta o risco de engano. O objetivo é convencer a vítima de que existe urgência no processo, pressionando para uma decisão rápida.

O FGC afirma que não autoriza intermediários e não cobra qualquer valor para liberar recursos e também não realiza contatos por WhatsApp ou SMS para tratar de pagamentos.

QUANDO O PAGAMENTO É FEITO DE FORMA LEGÍTIMA

O ressarcimento ocorre apenas após a decretação de liquidação da instituição pelo Banco Central, a partir daí, a própria instituição envia ao FGC a lista de credores e valores.

Depois dessa etapa, o investidor precisa solicitar o pagamento diretamente pelos canais oficiais. Pessoas físicas utilizam o aplicativo do FGC, enquanto empresas acessam o Portal do Investidor.

O depósito é feito em conta de mesma titularidade, após validação de dados e envio de documentos, e esse processo pode levar semanas, o que abre espaço para a atuação de golpistas que exploram a ansiedade dos credores.

PRINCIPAIS SINAIS DE FRAUDE

Alguns indícios ajudam a identificar tentativas de golpe:

  • Cobrança de qualquer taxa para liberação do dinheiro.
  • Contato por canais não oficiais, como mensagens instantâneas.
  • Pedidos de depósito antecipado, promessas de acelerar o pagamento ou solicitações de dados sensíveis também indicam fraude.

O FGC orienta que qualquer dúvida seja tratada exclusivamente pelos canais oficiais da instituição.

LIMITES E REGRAS DO FGC

O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o conjunto de instituições de um mesmo conglomerado financeiro. Esse limite inclui produtos como CDB, LCI, LCA e contas correntes.

Em situações recentes, como casos envolvendo bancos ligados ao mesmo grupo, o valor total garantido pode ser compartilhado entre as instituições. Isso significa que o investidor pode não ter novos valores a receber se já atingiu o teto.

É essencial manter atenção redobrada durante períodos de liquidação bancária e nunca realizar pagamentos para receber valores do FGC.

Também é importante verificar sempre a origem das mensagens e evitar clicar em links desconhecidos. O investidor deve utilizar apenas o aplicativo oficial ou os canais informados pela própria instituição.

Manter os dados atualizados e acompanhar o processo pelos meios corretos reduz o risco de cair em fraudes.

Com o aumento de bancos digitais e produtos financeiros online, cresce o número de pessoas expostas a golpes digitais. A complexidade do sistema financeiro facilita a ação de criminosos; é essencial pesquisar mais sobre esses sistemas e compreender os processos.


SOBRE O(A) AUTOR(A)

Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais