Como uma marca de detergente quer popularizar refis

Refil de detergente da P&G ganha versão ergonômica para facilitar o uso e acelerar a limpeza na cozinha

refis da marca de detergente Dawn
Créditos: Dawn/ Kind and Curious/ Milad Fakurian/ Nadia Rudenko/ Unsplash

Hunter Schwarz 2 minutos de leitura

Para incentivar a adoção do refil de detergente, a Dawn redesenhou as embalagens para que fossem menos sujeitas a sujeira, despejassem o líquido mais rápido e fossem mais fáceis de segurar. Dá para chamar de uma reformulação ergonômica.

Pertencente à gigante de bens de consumo Procter & Gamble, a marca é conhecida pelo uso em operações de limpeza de animais afetados por derramamentos de óleo – uma associação que ela reforça com o patinho estampado em suas embalagens.

Embora as embalagens de refil gerem economia, elas também fazem bagunça. Depois de constatar que apenas 12% das residências nos EUA usam refis, a empresa decidiu partir para um redesign.

A embalagem antiga tinha uma abertura circular padrão, que fazia o líquido sair de forma irregular, com aquele efeito “glug”. Um movimento em falso e o detergente podia se espalhar pela bancada da cozinha.

Agora, o despejo ficou mais suave graças a um bico EZ-Pour, que, segundo a P&G, foi projetado especificamente para ser compatível com os frascos Dawn EZ-Squeeze. Além disso, o líquido passa a sair 37% mais rápido.

Crédito: P&G

As novas embalagens também trazem uma alça maior e mais ergonômica, além de uma nova fórmula. Já os frascos EZ-Squeeze correspondentes agora contam com uma linha indicativa de “hora de reabastecer” na embalagem, um recurso visual pensado para incentivar os consumidores a aderirem ao sistema de refil da marca.

O redesign faz parte de uma estratégia mais ampla da P&G para ampliar sua presença nos lares, em um momento de crescimento lento e consumo enfraquecido no mercado norte-americano.

Em janeiro, a empresa reportou vendas líquidas trimestrais de US$ 22,21 bilhões, abaixo das estimativas, e no ano passado anunciou que cortaria sete mil empregos ao longo de dois anos.

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Consumidores nos Estados Unidos vêm reagindo a anos de inflação elevada migrando para marcas próprias mais baratas, o que coloca grandes nomes (como as toalhas de papel Bounty e as lâminas Gillette, ambas da P&G) em desvantagem diante de um público com orçamento mais apertado.

Em sua última teleconferência de resultados, o CFO Andre Schulten afirmou que a oportunidade da empresa está em melhorar a proposta de valor de seus produtos sem aumentar preços.


SOBRE O AUTOR

Hunter Schwarz é colaborador da Fast Company e acompanha de perto os pontos de contato entre design e publicidade, branding, negócios,... saiba mais