Meta pode ultrapassar Google e virar líder mundial em anúncios digitais
Apesar de continuar como um dos maiores players do setor, o Google apresenta um crescimento mais moderado

A Meta pode assumir pela primeira vez a liderança em receitas publicitárias neste ano, superando a Google. A possibilidade ocorre em meio ao avanço acelerado das plataformas da empresa e à ampliação do uso de Inteligência Artificial (IA) em campanhas, fator que tem atraído cada vez mais investimentos de anunciantes.
A expectativa do mercado aponta que a Meta alcance cerca de US$ 243,46 bilhões em receitas com anúncios em 2026, ligeiramente acima dos US$ 239,54 bilhões projetados para o Google. Essa situação representa uma inversão importante em relação ao ano anterior, quando o Google ainda liderava com folga.
Além do faturamento, a participação de mercado também deve mudar. A Meta tende a atingir 26,8% dos investimentos globais em publicidade digital, superando o Google, que vem registrando queda gradual desde 2021, mesmo mantendo uma fatia ainda relevante do setor, de acordo com o Emarketer.
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ESTRATÉGIA BASEADA EM ESCALA E COMPORTAMENTO
O avanço da Meta não está ligado a um único produto ou serviço. A empresa tem ampliado o desempenho de todo o seu ecossistema, especialmente com ferramentas automatizadas e soluções baseadas em IA.
Recursos como otimização de campanhas e criação automatizada de anúncios têm aumentado a eficiência para anunciantes.
Plataformas como Facebook e Instagram continuam sendo centrais, com destaque para o crescimento de formatos de vídeo curto, que ampliam o engajamento e o retorno financeiro.
Esse conjunto de fatores reforça uma estratégia focada em escala global, hábitos de consumo e forte presença digital, elementos considerados decisivos para atrair investimentos publicitários.
GOOGLE CRESCE DE FORMA MODERADA
Apesar de continuar como um dos maiores players do setor, o Google apresenta um crescimento mais moderado. A previsão indica expansão de cerca de 11,9% em 2026, bem abaixo do ritmo esperado para a Meta.
A diversificação de receitas pode ser um dos fatores que explicam esse desempenho. A empresa mantém outras fontes relevantes de faturamento, como assinaturas e serviços, o que dilui o foco exclusivo na publicidade digital.
Enquanto a disputa entre Meta e Google se intensifica, a Amazon segue consolidada na terceira posição. A expectativa é que a empresa continue ampliando sua receita publicitária nos próximos anos.
Juntas, as três companhias devem concentrar mais de 60% dos investimentos globais em publicidade digital em 2026. O movimento reforça uma tendência de concentração do mercado, impulsionada por dados próprios, tecnologia avançada e grande alcance de público.
Mesmo diante de disputas judiciais envolvendo grandes plataformas, a tendência é que o fluxo de investimentos continue sendo guiado principalmente pelo desempenho das campanhas da Meta.