Espelhamento de tela: entenda o golpe e veja como evitar prejuízos

O golpista orienta a vítima a instalar um aplicativo no celular ou seguir etapas que liberam o compartilhamento da tela

Pessoa de capuz segurando celular
Créditos: Freepik.

Joyce Canelle 2 minutos de leitura

Na última semana o Banco Central (BC) reforçou nas redes sociais um alerta sobre o golpe do espelhamento de tela, prática criminosa usada para acessar celulares e contas bancárias de vítimas em todo o país.

A fraude costuma acontecer por ligações, mensagens ou contatos em aplicativos, nos quais os criminosos simulam ser funcionários de bancos ou representantes confiáveis.

De acordo com a publicação do BC via X (antigo Twitter), os criminosos convencem a vítima a agir rapidamente e instalar programas que permitem o controle remoto do aparelho.

COMO FUNCIONA O GOLPE

Nesse tipo de fraude, o criminoso cria uma situação de urgência para impedir que a vítima pense com calma. Frases como “há problema na sua conta”, “sua movimentação foi bloqueada” ou “você pode perder dinheiro agora” são usadas para gerar medo e pressão.

Em seguida, o golpista orienta a instalar um aplicativo no celular ou seguir etapas que liberam o compartilhamento da tela.

Com isso, ele consegue visualizar informações, acompanhar senhas digitadas e até comandar operações financeiras.

APARÊNCIA DE CONTATO OFICIAL ENGANA

Segundo o alerta, os criminosos também conseguem simular números conhecidos e usar linguagem parecida com a de instituições financeiras.

Em alguns casos, se apresentam como gerente do banco, setor de segurança ou até advogado da família.

Essa aparência profissional pode transmitir confiança, mas não confirma a autenticidade do contato. Especialistas em segurança digital reforçam que bancos não pedem instalação de aplicativos por ligação nem solicitam senhas completas.

COMO SE PROTEGER?

A principal recomendação é desconfiar de qualquer contato inesperado que peça pressa ou ações imediatas. Nunca informe dados pessoais, códigos recebidos por mensagem ou senhas.

Também é importante não clicar em links enviados por desconhecidos e não instalar aplicativos indicados durante chamadas. Em caso de dúvida, encerre a conversa e procure o banco pelos canais oficiais, como aplicativo próprio, site institucional ou telefone informado no cartão.

O QUE FAZER SE VOCÊ CAIU NO GOLPE

Quem percebe que foi enganado deve agir rapidamente para reduzir prejuízos. A primeira medida é desinstalar o aplicativo usado no golpe e alterar senhas, especialmente as bancárias.

Depois disso, a orientação é avisar o banco para bloqueios e análise de movimentações suspeitas. Registrar boletim de ocorrência também ajuda nas investigações e na formalização do caso.

Golpes digitais mudam de formato com frequência e exploram momentos de distração. Por isso, a melhor defesa continua sendo a cautela diante de contatos inesperados.


SOBRE O(A) AUTOR(A)

Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais