Projeto de estufa na Lua pode ser chave contra temperaturas extremas; entenda

A intenção é criar uma estrutura capaz de abrigar veículos exploradores e robôs durante os períodos mais severos do ambiente lunar

Lua
Foto: Pixabay

Joyce Canelle 1 minutos de leitura

Engenheiros ligados ao programa espacial da China anunciaram estudos para construir uma estufa na superfície da Lua. A proposta busca enfrentar um dos maiores obstáculos para missões prolongadas no satélite natural: o frio intenso e as longas noites na Lua, que dificultam a operação de equipamentos e futuras bases humanas.

Segundo a Xinhua, Wang Qiong, engenheiro sênior da Administração Espacial Nacional da China, o projeto prevê o uso de tecnologias de construção adaptadas ao solo lunar.

A intenção é criar uma estrutura capaz de abrigar veículos exploradores e robôs durante os períodos mais severos do ambiente lunar.

Com essa proteção, máquinas e sistemas poderiam manter melhores condições de funcionamento, reduzindo danos causados pelas baixas temperaturas e ampliando o tempo de uso dos equipamentos.

NOITE LUNAR É UM DOS MAIORES DESAFIOS

Na Lua, a noite dura cerca de 14 dias terrestres. Nesse intervalo, as temperaturas podem atingir aproximadamente -200 °C. Esse cenário representa risco para baterias, circuitos eletrônicos e estruturas mecânicas.

Por isso, a criação de uma estufa é vista como alternativa estratégica. Além de servir como abrigo térmico, a estrutura pode facilitar futuras operações científicas e logísticas na superfície lunar.

A China avalia que a exploração lunar caminha para permanências cada vez maiores no satélite. Nesse contexto, soluções de proteção e suporte passam a ser consideradas essenciais.

Uma base com estruturas fechadas pode ajudar não apenas robôs, mas também futuras equipes humanas, caso missões tripuladas avancem nos próximos anos.

AVANÇO APÓS MISSÃO CHANG'E-6

Wang Qiong também destacou os resultados obtidos com a missão Chang'e-6. Em junho de 2024, a sonda chinesa retornou à Terra trazendo 1.935,3 gramas de amostras coletadas no lado oculto da Lua, feito inédito até então.

De acordo com o engenheiro, o material permitiu descobertas importantes sobre a formação e a evolução dessa região lunar, ampliando o conhecimento científico sobre o satélite.

A missão da Lua também contou com participação estrangeira. A Chang'e-6 levou um CubeSat do Paquistão e cargas científicas da França, da Agência Espacial Europeia e da Itália.


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Bacharel em Jornalismo, com trajetória em redação, assessoria de imprensa e rádio, comprometida com a comunicação eficiente e a produç... saiba mais