“Não sou muito criativo”: entenda como esta frase prejudica o seu desempenho — e como evitá-la

A crença de que criatividade é um dom natural pode impedir o cérebro de explorar novas soluções

Cérebro e lâmpadas
Repetir frases limitantes pode bloquear ideias. Foto: Pexels

Lilian Campos 1 minutos de leitura

Muita gente acredita que a criatividade é um talento natural, reservado apenas para artistas, publicitários ou pessoas consideradas fora da curva.

Segundo a CNBC, especialistas alertam que repetir frases como “não sou muito criativo” pode limitar o desempenho profissional e pessoal mais do que parece.

Esse tipo de pensamento cria um bloqueio mental e reduz a disposição do cérebro para explorar novas possibilidades.

A ideia de que existe apenas uma resposta certa para cada problema faz parte desse comportamento.

Desde cedo, muitas pessoas são treinadas para buscar soluções objetivas e evitar erros, o que dificulta o desenvolvimento de pensamentos criativos na vida adulta.

CRIATIVIDADE PODE SER TREINADA

A criatividade não depende apenas de talento, mas de prática e estímulo constante, já que o cérebro tende a funcionar de forma mais limitada quando alguém já parte do princípio de que “não consegue criar”. Por isso, uma das principais recomendações é mudar a forma de encarar problemas e desafios.

De acordo com a CNBC, em vez de tentar encontrar imediatamente “a solução perfeita”, vale fazer perguntas mais abertas, como “quais caminhos podem funcionar?” ou “de quantas formas diferentes isso pode ser resolvido?”.

Esse tipo de exercício reduz a pressão e ajuda o cérebro a trabalhar com mais liberdade, favorecendo a criação de novas ideias.

PENSAMENTO RÍGIDO PODE TRAVAR IDEIAS

Outro problema da frase “não sou muito criativo” é que ela reforça uma mentalidade fixa. Quando a pessoa acredita que criatividade é uma característica "de nascença”, ela tende a evitar riscos, mudanças e experiências novas.

Na prática, isso pode afetar diretamente o desempenho no trabalho, nos estudos e até em situações simples do cotidiano que exigem adaptação ou resolução de problemas.

Para combater esse bloqueio, vale estimular o contato com novidades, consumir conteúdos fora da rotina e testar pequenas mudanças no dia a dia. Essas experiências ajudam o cérebro a sair do automático e fortalecem o pensamento criativo.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais