Dormir demais pode afetar a memória? Veja o que diz a ciência

Diversos estudos analisam a relação do sono com a capacidade cognitiva

Mulher dormindo
Entenda como a atenção pode ser afetada. Foto: Freepik

Lilian Campos 1 minutos de leitura

Dormir bem é essencial para a saúde física e mental, mas exagerar no tempo de sono também pode trazer consequências negativas.

De acordo com a Harvard Health Publishing, dormir nove horas ou mais por noite pode estar associado à piora do desempenho cognitivo.

A análise citada por Harvard foi publicada na revista científica Alzheimer’s & Dementia e avaliou a relação entre duração do sono e funções cognitivas em adultos sem diagnóstico de demência ou histórico de AVC.

EXCESSO DE SONO PODE PREJUDICAR MEMÓRIA

Para os pesquisadores, os participantes que dormiam nove horas ou mais por noite apresentaram um desempenho pior em testes ligados à memória, habilidades visuais e funções executivas, um conjunto de capacidades relacionadas a planejamento, atenção e tomada de decisão.

O estudo analisou 1.853 adultos entre 27 e 85 anos. Assim, os efeitos apareceram de forma mais intensa em pessoas com sintomas de depressão, independentemente do uso de antidepressivos.

ESPECIALISTAS RECOMENDAM OITO HORAS DE SONO

A Harvard Health Publishing destacou que muitos especialistas consideram sete a oito horas de sono por noite a faixa ideal para adultos saudáveis.

Dormir menos do que isso já vinha sendo associado a problemas cognitivos, mas pesquisas recentes também passaram a investigar os efeitos do sono excessivo.

Outro estudo citado pela Harvard Health Publishing, publicado na JAMA Neurology, indicou que tanto dormir pouco quanto dormir demais pode estar relacionado a declínio cognitivo e pior desempenho mental.

Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que os estudos mostram associação, e não necessariamente uma relação direta de causa e efeito.

Ou seja, dormir demais pode ser um sinal de outros problemas de saúde física ou mental já existentes.

Ainda assim, os autores afirmaram que entender melhor a relação entre sono, depressão e saúde cerebral pode ajudar no desenvolvimento de estratégias de prevenção para problemas cognitivos no futuro.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais