Essa técnica promete ajudar contra os pensamentos acelerados antes de dormir

O método foi desenvolvido por um pesquisador canadense

Mulher dormindo
O recomendado é combinar esta técnica com a higiene do sono. Foto: Freepik

Lilian Campos 1 minutos de leitura

Uma técnica chamada “embaralhamento cognitivo” (ou cognitive shuffling) viralizou nas redes sociais após usuários afirmarem que o método ajuda a dormir mais rápido e reduz pensamentos acelerados durante a noite.

A prática ganhou força em vídeos publicados no TikTok e no Instagram, mas o conceito já vinha sendo estudado por pesquisadores do sono há alguns anos. 

Segundo a Inc. Magazine, a técnica funciona como uma espécie de “distração mental”, tentando afastar o cérebro de pensamentos ansiosos ou preocupações que costumam aparecer antes de dormir.

COMO ESSA TÉCNICA FUNCIONA

O método consiste em pensar em palavras ou imagens completamente aleatórias, sem uma relação lógica entre si.

Uma das formas mais conhecidas da técnica começa com a escolha de uma palavra simples, como “bolo” ou “casa”. 

Depois disso, a pessoa deve focar na primeira letra e imaginar diferentes palavras iniciadas por ela.

Por exemplo:

  • escolher a palavra “casa”;
  • pensar na letra “C”;
  • imaginar palavras aleatórias como “cachorro”, “cadeira”, “cenoura” ou “cimento”;
  • visualizar mentalmente cada item;
  • depois passar para a próxima letra da palavra original.

A ideia é impedir que o cérebro permaneça preso em pensamentos ou preocupações repetitivas.

O processo tenta reproduzir os chamados “microsonhos”, pequenas imagens desconexas que costumam surgir naturalmente durante a transição entre vigília e sono.

TÉCNICA CRIADA POR PESQUISADOR CANADENSE

O embaralhamento cognitivo foi desenvolvido pelo cientista cognitivo Luc Beaudoin, da Universidade Simon Fraser (SFU), no Canadá.

O pesquisador criou o método após estudar como os pensamentos costumam ficar mais fragmentados e aleatórios conforme o cérebro começa a entrar em estado de sono.

De acordo com a SFU, a proposta seria “enganar” o cérebro, fazendo com que ele reduza o estado de alerta e abandone padrões de raciocínio ligados à ansiedade, resolução de problemas ou estresse.

É importante ressaltar que essa técnica pode funcionar principalmente para pessoas que sofrem com pensamentos acelerados ao deitar, embora os resultados possam variar de pessoa para pessoa.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais