Esqueça a FAANG. As gigantes da IA agora são MANGOS
Sigla criada por engenheiro viraliza e propõe novo grupo de empresas dominantes na era da inteligência artificial

Em 2013, uma nova sigla transformou a forma como falamos sobre as gigantes da tecnologia. O apresentador do programa "Mad Money", Jim Cramer, identificou quatro empresas que considerava “dominantes em seus mercados”: Facebook, Amazon, Netflix e Google.
Juntas, elas formavam a sigla FANG (que significa "presa" ou "dente afiado", em inglês). Logo ela virou um atalho para se referir a algumas das maiores empresas do mundo. Em 2017, Cramer acrescentou mais um “A”, desta vez para a Apple, transformando FANG em FAANG.
Mas, na década seguinte, novos protagonistas conquistaram espaço na indústria de tecnologia, especialmente com a ascensão da inteligência artificial. Talvez tenha chegado a hora de atualizar a sigla. Uma publicação viral no X pode ter feito exatamente isso.
SURGE A MANGO
A nova sigla que pretende redefinir o grupo das gigantes da tecnologia é MANGO (termo em inglês que se refere à fruta manga): Meta, Anthropic, Nvidia, Google e OpenAI.
O termo foi criado pelo engenheiro de software Krishna, conhecido no X como @krishdotdev. Em uma publicação feita em 8 de junho, ele escreveu: “Não é mais FAANG. É MANGO.” O post logo acumulou 2,3 milhões de visualizações, enquanto usuários das redes sociais debatiam os méritos da nova composição.
As empresas que formavam a FAANG foram escolhidas por sua dominância nos mercados financeiros, e os integrantes propostos para a MANGO refletem a realidade de 2026.
Meta, Nvidia e Google estão entre as maiores empresas de IA em valor de mercado. Já a Anthropic e a OpenAI se preparam para suas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), que, segundo expectativas do mercado, podem avaliá-las em cerca de US$ 1 trilhão cada.
Leia mais: O IPO mais aguardado da era da IA pode demorar mais do que o esperado
Em entrevista à Fast Company, Krishna afirmou que a repercussão superou completamente suas expectativas. "A ideia surgiu do recente boom da IA impulsionado pelas principais empresas do setor", conta ele.
"Achei que Meta, Apple, Nvidia, Google e OpenAI mereciam estar incluídas porque vêm desempenhando um papel central no desenvolvimento de ferramentas e tecnologias baseadas em IA. É impressionante ver as redes sociais abraçarem a ideia, mas fico feliz que ela tenha estimulado a discussão.”
E SE FOSSE MANGOS?
Krishna disse que, na verdade, prefere a sigla MANGOS, acrescentando um “S” para representar a SpaceX, empresa que, segundo ele, também está contribuindo consideravelmente para o avanço da inteligência artificial.
Nas redes sociais, outros usuários começaram a adotar o termo. Uma publicação viral chegou a descrever a MANGOS como “a nova ordem mundial”. “FAANG contratava desenvolvedores”, observou um usuário. “MANGOS está substituindo eles.” “FAANG era a era da internet. MANGOS é a era da IA”, escreveu outro.

É evidente que MANGOS chamou a atenção da indústria de tecnologia. O que ainda não se sabe é se terá a mesma longevidade de FAANG.
A força da sigla original vinha também de seu apelo simbólico. FAANG evocava a imagem de presas afiadas – uma referência às empresas capazes de “dar uma mordida nos pessimistas do mercado”, como dizia Cramer na época.
Já MANGOS ainda procura uma narrativa equivalente. Serão essas as empresas que vão espremer a concorrência? Fatiar a indústria de IA? Ou essas metáforas já são frutas fáceis demais de colher?