3 comportamentos característicos de uma gestão inadequada

Uma atitude comum de alguns gestores pode estar afastando bons profissionais sem que eles percebam

Gestão inadequada
Um erro frequente de liderança pode fazer profissionais talentosos procurarem novas oportunidades. (Foto: Deagreez/ Getty Images)

Lilian Campos 2 minutos de leitura

Liderar uma equipe vai muito além de distribuir tarefas e acompanhar resultados. A forma como os gestores se relacionam com os funcionários pode influenciar diretamente o engajamento, a produtividade e até a permanência dos profissionais na empresa.

Segundo a análise da Inc. Magazine, alguns comportamentos continuam sendo comuns em ambientes corporativos, mas podem gerar efeitos negativos tanto para os colaboradores quanto para os resultados do negócio. 

1. IGNORAR O BOM DESEMPENHO DOS FUNCIONÁRIOS

Reconhecer o trabalho bem-feito é uma das práticas mais simples da liderança, mas também uma das mais negligenciadas. Muitos profissionais querem saber que suas contribuições são valorizadas e que seus esforços fazem diferença para a organização.

Funcionários que recebem reconhecimento frequente tendem a ser mais engajados, produtivos e comprometidos com a empresa. Além disso, eles também apresentam maior probabilidade de permanecer no emprego por mais tempo.

Ainda assim, alguns gestores acreditam que profissionais motivados não precisam de incentivo ou elogios. Esse pensamento pode ser um erro caro, já que a falta de reconhecimento frequentemente leva à desmotivação e à perda de talentos.

2. TRATAR AS PESSOAS APENAS COMO NÚMEROS

Outro comportamento problemático acontece quando os funcionários passam a ser vistos apenas como peças de uma operação, valorizados exclusivamente pelos resultados que entregam.

Nesses ambientes, as lideranças dedicam pouca atenção ao bem-estar, ao desenvolvimento profissional e às necessidades individuais. As decisões são tomadas pensando apenas na produtividade, enquanto fatores humanos ficam em segundo plano.

A consequência costuma ser previsível: aumento do estresse, crescimento dos casos de burnout e maior rotatividade de profissionais. Segundo a publicação, empresas mais fortes entendem que cuidar das pessoas e alcançar bons resultados não são objetivos conflitantes. No cotidiano, um fator tende a fortalecer o outro.

Quando os colaboradores se sentem respeitados e valorizados, eles demonstram mais comprometimento e disposição para contribuir com o sucesso da organização.

3. EXERCER CONTROLE EM EXCESSO (MICROGESTÃO)

A microgestão lidera as reclamações entre profissionais de diferentes áreas do mercado. Esse comportamento ocorre quando o gestor tenta controlar cada detalhe do trabalho da equipe, centralizando decisões e supervisionando excessivamente as atividades de rotina.

Além de gerar frustração, essa prática cria gargalos e reduz a agilidade dos processos. Funcionários que precisam pedir aprovação para tudo acabam perdendo autonomia e confiança para tomar decisões por conta própria.

O impacto também sabota a criatividade e a inovação. Quando as pessoas percebem que a chefia dificilmente aceitará suas ideias ou que o supervisor revisará cada passo, a tendência envolve reduzir a iniciativa e evitar riscos.

A liderança eficaz não consiste em controlar cada movimento da equipe, mas em estruturar condições para que os profissionais possam pensar, decidir e resolver problemas de forma independente.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais