EUA sancionam empresas brasileiras por suspeita de ligação com PCC

A medida comunicada pelo Departamento do Tesouro dos EUA também atinge dois brasileiros

Donald Trump
As autoridades norte-americanas alegam que empresas e pessoas teriam participado de um esquema de lavagem de dinheiro. (Foto: Pixabay)

Lilian Campos 2 minutos de leitura

Os Estados Unidos anunciaram sanções contra três empresas no Brasil e duas pessoas suspeitas de integrarem uma rede de lavagem de dinheiro supostamente ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O Departamento do Tesouro dos EUA divulgou a medida na última segunda-feira (01). A ação representa uma sanção administrativa baseada nas suspeitas apresentadas pelas autoridades americanas.

Segundo o governo dos EUA, o grupo investigado teria movimentado mais de US$ 30 milhões provenientes do tráfico internacional de drogas por meio de empresas e operações com criptomoedas.

EMPRESAS ALVO DAS SANÇÕES

De acordo com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, as empresas brasileiras alvo das sanções são:

  • Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda.;
  • Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda.;
  • Wave Construções Inteligentes Ltda.

A Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também foi incluída na lista. As empresas são suspeitas de integrar uma rede utilizada para movimentar e lavar recursos supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As sanções bloqueiam eventuais bens e interesses dessas empresas sob jurisdição dos Estados Unidos. A medida também proíbe pessoas e empresas norte-americanas de realizar transações com elas. As autoridades dos EUA adotaram a medida com base em suspeitas, o que não representa uma condenação judicial.

DUAS PESSOAS TAMBÉM ENTRARAM NA LISTA DE SANÇÕES

Além das empresas, o Departamento do Tesouro sancionou:

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada;
  • Stella Stefanie de Oliveira.

Segundo o governo norte-americano, ambos seriam suspeitos de liderar ou participar de uma rede responsável por movimentar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas em benefício do PCC.

POSICIONAMENTO DO GOVERNO DOS EUA

Em comunicado oficial, o Departamento do Tesouro afirmou que as sanções têm como objetivo interromper supostas operações financeiras utilizadas para lavar recursos do tráfico de drogas. A medida impede que esses valores circulem pelo sistema financeiro dos Estados Unidos.

Segundo as autoridades norte-americanas, a rede teria utilizado empresas sediadas em São Paulo e operações envolvendo criptomoedas para movimentar recursos entre os Estados Unidos e o Brasil.

IMPACTO DA SANÇÃO

As sanções econômicas impostas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA, bloqueiam eventuais ativos dos sancionados que estejam sob jurisdição americana e restringem relações comerciais com pessoas e empresas dos Estados Unidos.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais