Fies Empreendedor: entenda o prazo de pagamento para pessoas físicas
Nova modalidade oferece crédito para quem deseja empreender após a conclusão do ensino superior

O Fies Empreendedor ganhou novas regras após regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A modalidade amplia o acesso ao crédito para estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) que desejam abrir ou expandir um negócio. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.
Além de definir quem pode contratar o financiamento, a regulamentação estabelece condições como valores, período de carência e prazo para quitação do empréstimo.
QUAL É O PRAZO DE PAGAMENTO PARA PESSOAS FÍSICAS?
Segundo a regulamentação, pessoas físicas poderão quitar o financiamento em até 60 meses, com possibilidade de carência de até seis meses antes do início do pagamento das parcelas.
Durante esse período de carência, o empreendedor pode estruturar o negócio antes de começar a amortizar o crédito. Já para pessoas jurídicas, o prazo de pagamento pode chegar a 96 meses, também com até seis meses de carência.
REGRAS DE CONTRATAÇÃO PARA O FIES EMPREENDEDOR
O Ministério da Educação destina o programa a beneficiários do Fies que mantiveram o contrato em dia. Para acessar a linha de crédito, o estudante precisa ter pago as 36 últimas parcelas sem atraso e não ter renegociado o financiamento nesse período.
O estudante também deve utilizar os recursos em atividades relacionadas ao empreendedorismo, como abrir um negócio, ampliar as operações ou fazer investimentos que contribuam para o desenvolvimento da atividade profissional.
SAIBA O VALOR DISPONÍVEL PARA FINANCIAMENTO
Para pessoas físicas, o programa oferece financiamento de até R$ 80 mil, valor que pode ser utilizado conforme as regras da linha de crédito. A iniciativa busca ampliar o acesso ao financiamento para quem deseja transformar a formação acadêmica em uma oportunidade de empreender, criando ou fortalecendo um negócio próprio.
A expectativa é que a iniciativa beneficie, principalmente, profissionais que já possuem um CNPJ ativo e necessitam de capital para ampliar suas atividades, além de incentivar novos empreendedores que desejam transformar a formação acadêmica em uma oportunidade de geração de renda.