Meta investe em chips próprios para ampliar seus projetos de IA

A estratégia faz parte dos investimentos da empresa para competir na corrida pela IA

Chip de IA
A nova geração de chips deve reforçar a infraestrutura da Meta. (Foto: cifotart/ arthobbit/ Getty Images)

Lilian Campos 1 minutos de leitura

A disputa pela liderança em inteligência artificial (IA) ganhou um novo capítulo. A Meta anunciou que colocará em produção uma nova geração de chips desenvolvidos internamente, reforçando sua estratégia para reduzir a dependência de fornecedores e ampliar a capacidade de processamento voltada à IA.

Segundo o TechCrunch, a empresa produzirá os novos processadores ainda este ano para expandir sua infraestrutura de IA.

O QUE MUDA COM OS NOVOS CHIPS?

Os chips foram projetados para atender às demandas de treinamento e operação de modelos de IA da Meta. Ao desenvolver seus próprios componentes, a empresa busca otimizar o desempenho de seus sistemas e controlar melhor os custos da infraestrutura.

De acordo com a Reuters, a expectativa é que a nova geração de processadores mais do que dobre a capacidade computacional disponível para projetos de IA, permitindo o desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados.

ESTRATÉGIA PARA REDUZIR A DEPENDÊNCIA DO MERCADO

Hoje, grande parte das empresas de IA depende de chips produzidos por fabricantes especializados para treinar e executar modelos de IA. Com um projeto próprio, a Meta pretende diminuir essa dependência e adaptar o hardware às necessidades específicas de suas plataformas.

Segundo a Reuters, o desenvolvimento dos chips reúne diferentes parceiros da indústria. A Meta trabalha com a Broadcom no projeto dos processadores, enquanto a fabricação ficará a cargo da TSMC. A empresa também utilizará memória RAM da Samsung, armazenamento da Sandisk e equipamentos de fibra óptica da Sumitomo Electric para fortalecer sua infraestrutura de IA.

Segundo a TechCrunch, a iniciativa também acompanha o crescimento dos investimentos da companhia em IA, área considerada estratégica para produtos como assistentes virtuais, ferramentas de criação de conteúdo e recursos presentes em aplicativos como Facebook, Instagram e WhatsApp.

CORRIDA POR INFRAESTRUTURA DE IA

O desenvolvimento de chips próprios se tornou uma das principais apostas das grandes empresas de tecnologia. Além de buscar mais desempenho, as companhias tentam garantir capacidade suficiente para acompanhar a crescente demanda por modelos de inteligência artificial.

Segundo a Reuters, a Meta iniciará a produção em setembro para fortalecer sua infraestrutura de IA e ampliar sua competitividade no setor.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais