Antes de usar IA no trabalho, veja 4 regras que evitam constrangimentos

O uso da IA cresce nas empresas, mas algumas regras de etiqueta fazem diferença no dia a dia profissional

Mão humana e IA
Pequenos cuidados podem fortalecer a comunicação e evitar desconfortos entre colegas. (Foto: Freepik)

Lilian Campos 2 minutos de leitura

A inteligência artificial (IA) já faz parte da rotina de muitas empresas, seja para resumir reuniões, escrever e-mails ou organizar tarefas. No entanto, a facilidade dessas ferramentas também têm levantado dúvidas sobre como utilizá-las sem comprometer a convivência no ambiente profissional.

Segundo a CNBC, algumas atitudes consideradas inofensivas podem gerar desconforto entre colegas e até prejudicar a percepção sobre quem utiliza IA no trabalho. Confira quatro práticas que ajudam a evitar esse tipo de situação.

1. PEÇA PERMISSÃO ANTES DE GRAVAR OU TRANSCREVER REUNIÕES

Ferramentas de IA capazes de gravar, transcrever e resumir reuniões se tornaram comuns nas empresas. Ainda assim, o ideal é pedir autorização antes de ativar esse tipo de recurso.

Uma boa prática é avisar os participantes no início da reunião e confirmar se todos concordam com a gravação. Além de demonstrar respeito, isso permite que cada pessoa saiba exatamente como as informações serão registradas.

2. NÃO DELEGUE À IA MENSAGENS QUE EXIGEM UM TOQUE PESSOAL

Usar a IA para redigir e-mails ou mensagens de trabalho não é necessariamente um problema. O cuidado está em terceirizar comunicações que dependem de autenticidade.

Pedidos de desculpas, agradecimentos, mensagens de apoio ou qualquer texto que transmita emoção devem refletir a voz de quem escreve. Quando uma mensagem parece totalmente produzida por inteligência artificial, ela pode passar a impressão de falta de sinceridade.

Caso utilize IA para elaborar um texto, vale revisar o conteúdo, fazer ajustes e acrescentar um toque pessoal antes do envio.

3. EVITE USAR A IA COMO ARGUMENTO EM CONVERSAS IMPORTANTES

Tenha cautela ao recorrer às respostas de chatbots durante discussões profissionais. Em negociações salariais, reuniões de feedback ou conversas sobre carreira, citar frases como "o ChatGPT disse" ou "o Claude recomendou" pode transmitir a impressão de que a opinião da ferramenta tem mais peso do que a experiência das pessoas envolvidas.

Para esse tipo de situação, conversar com um gestor ou um colega de confiança costuma ser mais útil, já que essas pessoas conhecem o contexto da empresa e conseguem oferecer orientações mais específicas.

4. SIGA AS REGRAS DA EMPRESA SOBRE O USO DE IA

À medida que a inteligência artificial se torna mais presente no ambiente corporativo, definir limites para seu uso também ganha importância.

Segundo a CNBC, empresas podem estabelecer regras sobre quando a IA deve ou não ser utilizada, especialmente em tarefas que envolvem comunicação, documentos internos ou informações sensíveis.

Quando houver dúvida, a recomendação é verificar a política da empresa ou conversar com o gestor antes de utilizar uma ferramenta de IA. Isso ajuda a evitar mal-entendidos e garante que a tecnologia seja usada de forma transparente.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais