Quais empresas lideram a IA no Brasil em 2026, segundo o ChatGPT?
Petrobras, Nubank, Magazine Luiza e TOTVS aparecem no topo de levantamento da Ranqia que mede visibilidade nas respostas da IA — não liderança tecnológica real

Petrobras, Nubank, Magazine Luiza e TOTVS são as empresas brasileiras mais associadas à liderança em inteligência artificial nas respostas do ChatGPT, segundo estudo da startup Ranqia. O levantamento é exclusivo da Fast Company Brasil e analisou como o ChatGPT 5.5 Instant responde quando é questionado sobre liderança, produtos, resultados e transformação empresarial com inteligência artificial no Brasil.
Realizada em julho de 2026, a pesquisa reuniu 22 perguntas, cada uma formando um território de resposta. Os prompts não mencionavam previamente nenhuma marca e foram distribuídos em quatro macrotemas: liderança e adoção; oferta de produtos e soluções; escala operacional e resultados; e estratégia e transformação.
Cada pergunta foi executada repetidamente, em condições controladas e sem histórico de conversa. Segundo a Ranqia, o volume de repetições foi dimensionado para dar estabilidade estatística aos percentuais. O estudo divulga apenas indicadores relativos, sem informar o número absoluto de respostas analisadas.
No ranking geral, a Petrobras ocupa a primeira posição, presente em 63,09% das respostas. Na sequência estão Nubank, com 60,25%; Magazine Luiza, com 59,59%; e TOTVS, com 58,57%.
O Itaú Unibanco completa o top 5, com 50,63% de visibilidade.
A proximidade entre as primeiras posições mostra que nenhuma empresa domina isoladamente a percepção do ChatGPT sobre o uso de inteligência artificial no país. O topo reúne companhias de energia, serviços financeiros, varejo e tecnologia.
LEIA MAIS: Qual é a empresa brasileira mais inovadora, segundo o ChatGPT
RANKING GERAL: AS EMPRESAS MAIS ASSOCIADAS À IA PELO CHATGPT

O ranking geral considera a presença das marcas em todas as respostas e perguntas analisadas:
- Petrobras — 63,09%
- Nubank — 60,25%
- Magazine Luiza — 59,59%
- TOTVS — 58,57%
- Itaú Unibanco — 50,63%
- Vale — 47,56%
- Semantix — 42,82%
- Bradesco — 42,72%
- Take Blip — 42,28%
- iFood — 41,88%
- Embraer — 40,97%
- CI&T — 27,88%
- Kunumi — 26,32%
- NeuralMind — 25,40%
- Ambev — 24,63%
- Stefanini — 23,95%
- Banco do Brasil — 22,70%
- Neoway — 21,99%
- Grupo Fleury — 19,37%
- Mercado Livre — 19,16%
- Nama — 16,30%
- WEG — 15,21%
Os percentuais representam a parcela de respostas em que cada marca apareceu pelo menos uma vez. Repetições dentro da mesma resposta não aumentam a métrica. A distância entre a primeira e a quarta colocadas é de apenas 4,52 pontos percentuais. Além disso, Petrobras e Nubank registram a mesma posição média global, de 3,9.
PETROBRAS E NUBANK QUASE EMPATAM EM LIDERANÇA
Além do ranking geral, a Ranqia analisou separadamente cada uma das 22 perguntas.
Confira aqui todos os rankings exclusivos da Ranqia para a Fast Company Brasil
Uma delas foi: “Quais são as empresas brasileiras que lideram o uso de inteligência artificial em 2026?”
Nesse território de resposta, Petrobras e Nubank aparecem praticamente empatadas. A Petrobras foi mencionada em 98,8% das respostas, enquanto o Nubank apareceu em 98,7%.
- Petrobras — 98,8%
- Nubank — 98,7%
- Magazine Luiza — 95,2%
- TOTVS — 84,0%
- Embraer — 81,5%
- Vale — 81,1%
- Itaú Unibanco — 80,5%
- Bradesco — 73,9%
- iFood — 66,3%
- Take Blip — 65,2%
- Neoway — 63,7%
- Semantix — 61,9%
- BeConfident — 51,1%
- Stefanini — 48,2%
Embora a Petrobras tenha alcançado maior visibilidade, o Nubank apresentou melhor posição média. Quando apareceu, o banco digital foi citado, em média, na posição 1,9. A posição média da Petrobras foi 2,7.
O Nubank também foi citado em primeiro lugar em 68% de suas aparições, enquanto a Petrobras ocupou a primeira posição em 16,7%. Isso mostra que aparecer com frequência e aparecer primeiro são resultados diferentes. A Petrobras teve uma presença ligeiramente maior, mas o Nubank foi priorizado pelo modelo com mais frequência.
Quando todas as perguntas do macrotema “liderança e adoção” são agrupadas, o ranking muda novamente:
- Petrobras — 95,7%
- Itaú Unibanco — 79,2%
- Magazine Luiza — 75,1%
- Bradesco — 72,3%
- Nubank — 72,1%
- Vale — 71,2%
- TOTVS — 70,1%
- Embraer — 67,4%
Os 98,8% da Petrobras, portanto, correspondem a uma pergunta específica. Já os 95,7% representam sua presença em todas as respostas do macrotema “liderança e adoção”.
LEIA TAMBÉM: Adoção e frequência de uso de IA dobram no Brasil
NUBANK LIDERA QUANDO A PERGUNTA É INOVAÇÃO
A ordem muda quando o ChatGPT é questionado sobre quais grandes empresas brasileiras são consideradas referências em inovação com inteligência artificial.
Nesse território, o Nubank ocupa a primeira posição, presente em 97,6% das respostas. A Petrobras aparece logo depois, com 96,1%.
- Nubank — 97,6%
- Petrobras — 96,1%
- TOTVS — 91,5%
- Embraer — 90,0%
- Semantix — 85,5%
- CI&T — 83,5%
- Magazine Luiza — 82,1%
- Stefanini — 74,5%
- iFood — 74,0%
- Itaú Unibanco — 69,5%
- Neoway — 63,4%
- Take Blip — 63,4%
- Vale — 58,9%
- Bradesco — 56,1%
O Nubank também apresentou o melhor posicionamento médio entre as dez marcas mais visíveis, com média de 2,7. Quase metade de suas aparições, 49,2%, ocorreu na primeira posição.
TAKE BLIP SE DESTACA EM PRODUTOS E SOLUÇÕES DE IA
Quando o estudo agrupa as perguntas relacionadas à oferta de produtos, tecnologias e soluções de inteligência artificial, empresas especializadas ganham espaço.
Nesse macrotema, a Take Blip aparece em primeiro lugar, com 87% de visibilidade:
- Take Blip — 87,0%
- Semantix — 80,3%
- Kunumi — 69,0%
- Nama — 60,5%
- NeuralMind — 57,7%
- CI&T — 49,6%
- Stefanini — 45,8%
- Neoway — 38,5%
O resultado ajuda a mostrar por que a leitura do ranking geral não é suficiente. Empresas que aparecem abaixo das grandes corporações no consolidado podem ocupar a liderança quando a pergunta trata especificamente do desenvolvimento de produtos e soluções de IA.
NUBANK APARECE À FRENTE EM ESCALA E RESULTADOS
No macrotema dedicado à escala operacional e aos resultados obtidos com inteligência artificial, o Nubank lidera, com 86,7% de visibilidade.
O Magazine Luiza ocupa a segunda posição, seguido por Petrobras e iFood:
- Nubank — 86,7%
- Magazine Luiza — 81,0%
- Petrobras — 71,4%
- iFood — 71,2%
- Vale — 58,1%
- Itaú Unibanco — 56,1%
- TOTVS — 56,1%
- Grupo Fleury — 42,6%
PETROBRAS LIDERA EM ESTRATÉGIA E TRANSFORMAÇÃO
A Petrobras retorna à primeira posição quando as perguntas tratam de estratégia e transformação empresarial com IA.
Nesse macrotema, a estatal alcança 67,5% de visibilidade:
- Petrobras — 67,5%
- TOTVS — 66,3%
- Magazine Luiza — 64,5%
- Nubank — 56,6%
- Itaú Unibanco — 56,1%
- Vale — 51,3%
- Bradesco — 51,2%
- Embraer — 43,8%
Os quatro rankings mostram que a empresa mais visível muda conforme a pergunta. A Petrobras lidera em adoção e transformação; a Take Blip aparece à frente em produtos e soluções; e o Nubank ocupa o primeiro lugar em escala operacional e resultados.
O QUE FAZ UMA EMPRESA APARECER NAS RESPOSTAS DO CHATGPT?
Segundo o estudo, os argumentos mais recorrentes usados pelo ChatGPT para justificar a presença das marcas foram:
- eficiência, produtividade e automação — 99,7%;
- experiência, atendimento e personalização — 99,4%;
- produtos, plataformas e inovação — 99,0%;
- inteligência artificial generativa, agentes e copilotos — 96,4%;
- risco, fraude, crédito e compliance — 88,0%;
- logística e previsão de demanda — 87,6%.
Eficiência é o argumento mais transversal do estudo. Experiência e atendimento aparecem logo depois, favorecendo empresas com casos públicos relacionados ao consumidor.
Isso não significa que o ChatGPT tenha verificado diretamente o desempenho das organizações. O estudo mede como o modelo organiza sua percepção a partir de fatores como a recorrência de conteúdos na internet, a autoridade dos domínios, a proximidade semântica com as perguntas e variáveis internas de inferência.
YOUTUBE INFLUENCIA AS RESPOSTAS, MAS RARAMENTE RECEBE CRÉDITO
A Ranqia também analisou os domínios recuperados pelo ChatGPT durante a geração das respostas. O YouTube apareceu entre as fontes recuperadas em 79,60% das respostas, mas foi exibido como citação explícita em apenas 0,71%.
O segundo domínio com maior exposição foi beanalytic.com.br, presente em 75,78% das respostas e citado explicitamente em 13,41%. A Wikipedia em português apareceu na camada de fontes de 62,30% das respostas e recebeu citação visível em 38,60%.
Segundo o estudo, exposição a um domínio mede sua presença entre as fontes recuperadas pelo modelo. Não comprova que aquela fonte causou uma determinada conclusão.
Ainda assim, a distância entre exposição e citação indica que parte da influência sobre as respostas acontece antes do texto final, em uma camada que o usuário não vê. Esse é um dos pontos centrais do GEO, a otimização para mecanismos generativos: a disputa não ocorre apenas pela posição em uma página de resultados, mas pela presença, pelo contexto e pela prioridade dentro das respostas produzidas pelos sistemas de IA.
VISIBILIDADE NO CHATGPT NÃO SIGNIFICA LIDERANÇA ABSOLUTA
O estudo mede a percepção do ChatGPT, mas não determina quais empresas possuem as melhores tecnologias, realizam os maiores investimentos ou obtêm os melhores resultados com inteligência artificial.
As respostas do ChatGPT são estocásticas: podem variar a cada execução individual, mas apresentam padrões probabilísticos quando observadas em volume. Uma marca bem posicionada é, antes de tudo, uma marca que o modelo aprendeu a associar ao tema. Essa percepção pode ou não coincidir com a liderança real de mercado.