A agência insubstituível
Marketing, produto, RH, comercial, tecnologia e finanças têm pontos de vista distintos. O papel do brand advisor é justamente criar conexões entre eles

Costumamos associar a função de brand advisor a um profissional específico. Mas ela deveria estar no topo da descrição de qualquer agência.
Uma marca não é apenas comunicação. Marca influencia estratégia, cultura, inovação, atração de talentos, reputação, valuation e a forma como uma empresa toma decisões. Antes de orientar campanhas, ela orienta escolhas.
Por isso, uma boa agência não deveria ser contratada apenas para responder perguntas. Ela deveria ser contratada para fazer as perguntas que ninguém está fazendo. É isso que faz um brand advisor.
O que queremos que esta marca signifique daqui a 10 anos? O que ela jamais pode perder? Existe uma ideia forte o suficiente para que qualquer novo negócio da empresa possa nascer naturalmente dela? Se amanhã a empresa lançar um novo produto, ele parecerá uma evolução natural da marca ou apenas mais um lançamento?
Essas perguntas raramente têm respostas simples. E, muitas vezes, as respostas já existem dentro da organização.
O problema é que, em grandes empresas, diferentes áreas defendem prioridades diferentes. Marketing, produto, RH, comercial, tecnologia e finanças enxergam a organização por perspectivas distintas. Todas legítimas. O papel do brand advisor é justamente criar conexões entre esses pontos de vista.

Seu repertório externo – construído em diferentes setores, empresas e culturas – permite enxergar padrões que nem sempre são visíveis para quem vive o dia a dia da organização.
Mais do que trazer respostas, ele amplia a qualidade da conversa.
Isso se torna ainda mais importante em empresas com múltiplas marcas ou unidades de negócio. Cada produto resolve um problema diferente. Mas todos deveriam reforçar a mesma ideia central.
uma boa agência deveria ser contratada para fazer as perguntas que ninguém está fazendo.
O significado do ecossistema precisa ser maior do que o significado de cada produto. Caso contrário, cada lançamento cria uma nova narrativa, em vez de fortalecer a narrativa da companhia.
A pergunta deixa de ser “qual é a melhor estratégia para esta unidade de negócio?” e passa a ser “qual decisão cria mais valor para a empresa no longo prazo?”. É uma mudança sutil, mas profunda.
Muitas vezes, o papel do brand advisor é apenas fazer pessoas brilhantes conversarem melhor. Influenciar sem autoridade hierárquica. Construir consenso sem eliminar divergências. Fazer com que diferentes áreas passem a tomar decisões olhando para a mesma direção.
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Em um mercado onde execução e tecnologia se tornam cada vez mais acessíveis, talvez o diferencial mais valioso de uma agência continue sendo esse: melhorar a qualidade das decisões de seus clientes.
Fácil não é. Mas é o que a torna insubstituível.