Bezos e DiCaprio lançam fundo de US$ 200 milhões para salvar espécies ameaçadas

Iniciativa vai apoiar projetos de conservação de longo prazo para espécies ameaçadas pela perda de habitat e pelas mudanças climáticas

fundo de Jeff Bezos e Leonardo DiCaprio para proteger espécies ameaçadas de extinção
Créditos: João Linhares/ Phoenix Species Project/ desmorider/ Paulo B. Chaves/ Wikimedia Commons

Associated Press 2 minutos de leitura
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Fundações financiadas e cofundadas por Leonardo DiCaprio e Jeff Bezos lançaram uma iniciativa que destinará US$ 200 milhões para recuperar 100 das espécies mais ameaçadas da Terra, incluindo lêmures, salamandras, pangolins, porcos selvagens e equidnas.

A Re:wild, organização cofundada por DiCaprio, e o Bezos Earth Fund lideram o Phoenix Species Project, anunciaram os grupos. Segundo eles, é o maior fundo já criado dedicado exclusivamente à recuperação de espécies ameaçadas de extinção.

Há anos, DiCaprio desenvolve a ideia de um grande esforço coordenado para proteger espécies cujos habitats e sobrevivência estão ameaçados pelas mudanças climáticas.

Em 2021, ele e Wes Sechrest, biólogo, CEO e cofundador da Re:wild, reuniram-se com Bezos, fundador da Amazon, e sua esposa, a ex-jornalista Lauren Sánchez Bezos. Ele preside o Bezos Earth Fund, enquanto ela ocupa o cargo de vice-presidente.

O encontro deu origem a uma série de conversas com governos locais, organizações ambientais e povos indígenas para definir as melhores estratégias para reverter o declínio das espécies mais vulneráveis. Dessas discussões nasceu o Phoenix Species Project.

Entre os animais que a iniciativa pretende proteger estão:

  • o sifaka-de-coroa-dourada, um lêmure de Madagascar;
  • a salamandra-verde de Hickory Nut Gorge, uma espécie arborícola sem pulmões encontrada apenas em um pequeno cânion na Carolina do Norte, nos Estados Unidos;
  • o porco-verrugoso-de-Visayan, endêmico de ilhas das Filipinas;
  • o camundongo-colhedor de Cozumel, encontrado apenas na ilha mexicana de Cozumel, próxima à Península de Yucatán;
  • a iguana-terrestre-rosa, restrita ao vulcão Wolf, nas Ilhas Galápagos;
  • o pangolim-da-Malásia, também conhecido como pangolim-de-Sunda, nativo do Sudeste Asiático;
  • a tartaruga-panqueca, da Tanzânia, conhecida pelo casco achatado e flexível;
  • o sapo-arlequim Noite Estrelada, encontrado apenas nas montanhas da Colômbia e batizado por sua coloração preta e branca que lembra um céu estrelado;
  • a equidna-de-bico-longo de Attenborough, um mamífero ovíparo da Nova Guiné batizado em homenagem ao naturalista David Attenborough, que completou 100 anos.

Um dos principais objetivos do projeto é dar continuidade, em longo prazo, a iniciativas de conservação que já demonstraram sucesso, mas que dependem de recursos limitados e temporários.

“Protegemos o sifaka-de-coroa-dourada há anos com um orçamento muito inferior ao que essa espécie realmente merece, mas deixá-la desaparecer nunca foi uma opção”, afirmou Tiana Andriamanana, diretora executiva da Association Fanamby, uma das organizações contempladas com recursos da iniciativa. “Esse financiamento, essa plataforma global e o apoio técnico mudam o que é possível fazer.”


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