O que é o Muse Glimmer, nova aposta da Meta em IA de código aberto

Com 30 bilhões de parâmetros, novo modelo da Meta aposta na execução de agentes de IA diretamente no dispositivo

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(Crédito: Pexels)

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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A Meta apresentou nesta segunda-feira (10) mais uma peça de sua estratégia para ampliar a presença no mercado de inteligência artificial. Desta vez, a companhia aposta em um modelo menor, capaz de executar tarefas diretamente no computador do usuário e com seus pesos disponíveis abertamente.

Batizado de Muse Glimmer, o modelo foi desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs e tem como foco a criação de agentes de IA capazes de realizar tarefas de forma contínua. Segundo a Meta, a tecnologia pode funcionar em computadores Mac ou PC equipados com uma única GPU de consumo.

O lançamento também reforça a defesa da companhia por modelos de IA mais abertos. De acordo com a Reuters, Mark Zuckerberg afirmou que a Meta prepara modelos ainda maiores e defendeu a ampliação do acesso à tecnologia.

O QUE É O MUSE GLIMMER?

O Muse Glimmer é um modelo de inteligência artificial com 30 bilhões de parâmetros, desenvolvido especialmente para aplicações que utilizam agentes locais.

Isso permite criar ferramentas capazes de executar tarefas no próprio computador, inclusive sem depender constantemente de uma conexão com a internet ou de infraestrutura na nuvem.

Entre as possibilidades apresentadas pela Meta estão agentes locais, programação, chamadas de funções e sistemas capazes de avaliar respostas produzidas por outros modelos de linguagem.

Os pesos do Muse Glimmer foram disponibilizados sob a licença Apache 2.0, permitindo que desenvolvedores tenham maior liberdade para utilizar e adaptar a tecnologia.

MODELO CONSEGUE EXECUTAR TAREFAS COMPLEXAS

Um dos principais focos do Muse Glimmer está na execução de atividades divididas em várias etapas. O modelo consegue utilizar ferramentas, manter planos durante processos mais longos e tentar corrigir problemas quando uma operação apresenta falhas.

A tecnologia também aceita texto e imagens, o que permite interpretar elementos como capturas de tela, documentos e gráficos durante uma tarefa.

Além disso, a Meta treinou o modelo com dados de mais de 100 idiomas e permite controlar o nível de raciocínio empregado em uma atividade, buscando equilibrar velocidade e qualidade da resposta.

MUSE GLIMMER JÁ ESTÁ DISPONÍVEL

Os desenvolvedores já podem acessar o Muse Glimmer, que disponibiliza os pesos do modelo no Hugging Face.

Segundo a Meta, nos próximos dias também será possível executá-lo localmente por meio de plataformas como Ollama, LM Studio e Unsloth, além de ferramentas como llama.cpp, ExecuTorch e MLX.

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A empresa também trabalha com AMD, Arm, Dell, Intel e NVIDIA para otimizar o desempenho do modelo em diferentes dispositivos. Além disso, disponibilizou documentação voltada aos desenvolvedores interessados em criar, personalizar e implementar agentes baseados no Muse Glimmer.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais