Quer criar conexões melhores? Esta atitude pode fazer diferença

Um hábito simples durante as conversas pode ajudar a criar interações mais próximas e significativas

Duas mulheres conversando no trabalho
(Crédito: Magnific)

Lilian Campos 2 minutos de leitura
Favoritar no Google

Criar uma boa conexão com alguém não depende apenas de encontrar o assunto certo ou saber o que dizer. A maneira como demonstramos atenção durante uma conversa também pode influenciar a proximidade e a percepção de interesse.

Uma atitude bastante simples pode ajudar nesse processo: manter o contato visual e estar realmente presente na interação. A proposta, apresentada pela CNBC, pode ser aplicada tanto em conversas com pessoas próximas quanto nos pequenos encontros do cotidiano.

O CONTATO VISUAL PODE FAZER DIFERENÇA

A ideia é evitar o impulso de desviar imediatamente os olhos durante uma interação. Em vez disso, vale manter o contato visual de maneira natural, sem transformar o gesto em uma encarada ou provocar algum tipo de desconforto.

O exercício sugerido é testar esse comportamento durante uma semana em situações comuns, como ao pedir um café, conversar com alguém no trabalho ou interagir com uma pessoa que acabou de conhecer.

O objetivo não é disputar quem sustenta o olhar por mais tempo, mas demonstrar atenção. Quando feito naturalmente, o contato visual ajuda a transmitir que aquela conversa merece sua atenção naquele momento.

Leia mais: Primeira chance: como uma conexão inicial pode influenciar sua carreira

ESTAR PRESENTE VAI ALÉM DO OLHAR

A atitude também chama atenção para algo que pode passar despercebido na rotina: a facilidade com que dividimos nossa atenção. Celular, notificações, outras pessoas ao redor e até a preocupação com o que responder em seguida podem nos afastar da conversa que está acontecendo.

Por isso, o contato visual funciona como uma forma de exercitar a presença durante as interações. A proposta é ouvir com atenção, observar a outra pessoa e evitar demonstrar pressa para encerrar o contato.

Como destaca a CNBC, a ideia por trás do exercício é tratar, naquele instante, a pessoa com quem você está falando como a mais importante do ambiente.

NÃO É PRECISO FORÇAR A INTERAÇÃO

Manter contato visual não significa olhar fixamente para alguém durante toda a conversa. O comportamento deve continuar natural e respeitar os sinais da outra pessoa, especialmente quando ela demonstra desconforto ou prefere menos contato visual.

Também não existe uma regra que funcione igualmente para todos. Personalidade, contexto e diferenças individuais influenciam a maneira como cada pessoa se sente durante uma interação.

A proposta, portanto, é menos sobre quanto tempo olhar e mais sobre a qualidade da atenção oferecida. Estar presente, ouvir e demonstrar interesse genuíno pode tornar até conversas breves mais significativas.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais