Social
Newsletter

    ANUNCIE AQUI
    • TECH
    • IA
    • MONEY
      • WEBCAST
    • IMPACTO
    • DESIGN
    • WORK LIFE
      • FUTURO DO TRABALHO
    • NEWS
    • COLUNISTAS
    • SXSW 2026
    • PRÊMIOS
      • THE HUMAN LEADERS 2025
    • FASTCO WORKS
      • ELEVENLABS
      • GLOBO
    • HOMEPAGE
    • SXSW 2026
    • FASTCO WORKS
      • GLOBO
      • KWAI
    • TECH
    • IA
    • MONEY
      • WEBCAST
    • IMPACTO
    • DESIGN
    • WORK LIFE
    • ESG
    • NEWS
    • EVENTOS
      • INNO FEST BRASIL 2025
      • THE HUMAN LEADERS 2025
      • CANNES LIONS 2025
      • WEB SUMMIT RIO 2025
      • URBAN INNOVATION WEEK
      • SXSW 2025
      • CES 2025
      • FESTIVAL DO CLUBE DE CRIAÇÃO 2024
      • INNOVATION FESTIVAL NY 2024
      • CANNES LIONS 2024
      • WEB SUMMIT RIO 2024
      • SXSW 2024
      • INNO FEST BRASIL 2023
      • REC’N’PLAY
      • CANNES LIONS 2023
      • Web Summit Rio 2023
      • SXSW 2023
      • NOVAS LIDERANÇAS
      • INNO FESTIVAL BRASIL 2022
      • SXSW 2022
      • NRF 2022
    • PRÊMIOS
      • THE HUMAN LEADERS 2025
    • VIDEOS
    • PUBLICIDADE
    • FASTCO WORKS ARCHIVE
    Newsletter
    Follow us:

    Últimas Histórias

    Alunos estão trocando livros por resumos de IA. Quem paga o preço?
    Conheça aplicativos com livros e cursos de idioma gratuitos disponibilizados pelo MEC
    02.04.2026 | 03:37 PM O Ministério da Educação (MEC) anunciou na última quarta-feira (1) o lançamento de duas novas plataformas digitais voltadas ao acesso gratuito à educação em todo

    Claude IA
    Claude Code gratuito? Vazamento de dados deixa plataforma disponível sem custos, entenda
    02.04.2026 | 03:30 PM O vazamento de informações envolvendo o Claude Code aconteceu no final do mês passado, quando usuários relataram nas redes sociais que versões da ferramenta estavam

    Michael Jordan
    10 frases inspiradoras de Michael Jordan para manter o foco
    02.04.2026 | 03:26 PM Michael Jordan, considerado o maior jogador de basquete de todos os tempos, segue influenciando gerações dentro e fora das quadras. Décadas após o auge de

    veja os dados da pesquisa
    Estudo indica que quanto mais falamos com IAs, menos empático ficamos; entenda
    02.04.2026 | 02:00 PM O uso de Inteligência Artificial (IA) para pedir conselhos sobre conflitos pessoais e decisões do dia a dia tem crescido de forma acelerada nos últimos

    Inteligência emocional humana é quase um “super poder” em era de IA
    02.04.2026 | 01:49 PM Em um mundo cada vez mais dominado por ferramentas de Inteligência Artificial (IA), é importante se atentar a um fator que segue insubstituível no ambiente

    Tela do ChatGPT
    6 prompts do ChatGPT para resolver problemas cotidianos
    02.04.2026 | 01:44 PM O uso de comandos bem estruturados no ChatGPT pode agilizar o dia de usuários que buscam soluções rápidas para tarefas cotidianas. A prática se popularizou

    Mulher analisando documento enquanto mexe no notebook
    Sou MEI e emiti uma NF errada, e agora?
    02.04.2026 | 01:35 PM Micro Empreendedores Individuais (MEI) que emitirem uma nota fiscal com erro podem corrigir a informação de forma simples e dentro de prazos definidos. O processo

    Tela de smartphone exibindo o logotipo do Google em versão pixelada, com um cursor e símbolo de bloqueio sobreposto. Ao fundo, aparece a interface de busca, sugerindo restrição ou censura de imagens.
    AGU notifica Google para retirar IA que cria nudes falsos das buscas
    02.04.2026 | 01:14 PM AGU notifica Google para retirar IA que cria nudes falsos das buscas

    Pai com filho no colo
    O que muda com a nova licença-paternidade sancionada ontem (1)?
    02.04.2026 | 10:33 AM A nova lei que amplia a licença-paternidade no Brasil foi sancionada no dia 1º de abril. A mudança estabelece um aumento gradual no tempo de

    Timothée Chalamet criticado por criticar ópera
    Timothée Chalamet errou – e não só sobre a ópera
    02.04.2026 | 07:03 AM Timothée Chalamet gerou forte reação ao sugerir que a ópera é uma forma de arte em declínio e afirmar que “ninguém mais se importa” com

    12-03-2026 | COLUNA

    A picanha, a guerra e o diálogo como resistência

    Em um churrasco entre amigos, uma discussão política vira reflexão sobre polarização, algoritmos e a importância de resgatar o diálogo a partir de valores compartilhados

    A picanha, a guerra e o diálogo como resistência
    Peera_Sathawirawong e Deagreez via Getty Images

    Fred Gelli 7 minutos de leitura

    Num sábado à tarde, recebíamos em casa, para um churrasco, um casal de amigos muito queridos. Amigos de longa data. Ela, uma das melhores amigas da minha mulher; ele, um apaixonado por música, design e bom parceiro de frescobol.

    Entre uma cerveja e outra, como acontece tantas vezes, a conversa foi parar nas notícias quentes da semana. Em algum momento mencionei o que vem acontecendo nos Estados Unidos, as políticas de imigração, as ações violentas do ICE e agora a guerra de Donald Trump. Para minha surpresa, meu amigo reagiu com contundência. Não apenas defendia Trump como liderança americana e global, mas também achava que ele estava no caminho certo. Sério? Não podia acreditar no que estava ouvindo.

    A partir dali começava a já clássica e irritante batalha de dados.

    Ele apresentava números, exemplos, estatísticas, fontes. Eu respondia com os meus. Para cada argumento que eu trazia, ele dizia que eu desconhecia a parte mais importante da história. Para cada informação que ele apresentava, eu retrucava com outras que ele, curiosamente, desconhecia.

    Donald Trump em um cubo, envolto de gráficos
    Dilen_ua via Getty images, Pete Linforth por Pixabay

    Em poucos minutos já não discutíamos ideias. Discutíamos fontes.

    Ele citava as que considerava confiáveis. Eu citava as minhas. Ele ria das minhas. Eu ria das dele.

    Mundos paralelos.

    Veja também
    • Ninguém prevê o futuro. Alguns leem o presente melhor
    • No YouTube, canais de ataque às mulheres têm aumento de seguidores
    • Novo processo contra Meta questiona privacidade de óculos de IA após funcionários acessarem vídeos íntimos de usuários

    A conversa foi esquentando. Minha mulher e a mulher dele, visivelmente constrangidas, começaram a ficar incomodadas com a situação que se tornou tão comum: dois amigos discutindo política cada vez mais alto, cada vez mais inflamados.

    Em algum momento elas pareciam ter desistido de nós e, claro, começaram as tentativas para que mudássemos de assunto e falássemos de outra coisa: “qual é mesmo a marca dessa picanha?”, “Vocês viram Pluribus?”

    Pluribus: o design por trás da reinvenção da ficção científica de Vince Gilligan
    (Divulgação/Apple)

    Esse é o roteiro conhecido. Para preservar a amizade, alguém cede. A conversa é interrompida. O assunto é enterrado. Seguimos adiante como se nada tivesse acontecido.

    Mas naquele dia eu estava cansado desse desfecho.

    Cansado de desistir de pessoas. Cansado de aceitar que certos assuntos fundamentais simplesmente não podem mais ser conversados.

    Cansado de ver amizades se reduzindo a afinidades superficiais.

    Então resolvi insistir, mas por outro caminho. Bora falar sobre princípios e valores?

    Então resolvi insistir, mas por outro caminho. Bora falar sobre princípios e valores?

    Vamos esquecer os dados e as fontes, já que está difícil confiar em qualquer um.

    Não apenas os dados dele, mas também os meus. Fiz questão de me colocar na mesma posição. Dois indivíduos expostos a sistemas de informação que têm interesses econômicos claros em nos manter polarizados.

    No fundo, trata-se de um modelo de negócios. Plataformas digitais ganham dinheiro com engajamento. O engajamento cresce com conflito.

    No fundo, trata-se de um modelo de negócios. Plataformas digitais ganham dinheiro com engajamento. O engajamento cresce com conflito. Quanto mais tempo ficamos participando do campo de batalha gerado pelos “posts isca”, reagindo e nos indignando, mais valioso se torna o espaço publicitário que essas plataformas vendem. Vendem para quem? Para as marcas! E elas parecem não se importar em serem as protagonistas dessa maluquice toda! Mas isso talvez seja tema para um próximo artigo.

    Informações selecionadas, recortes estatísticos, episódios isolados, vídeos fora de contexto. Tudo isso alimenta uma máquina de hipnose digital que nos conduz lentamente para posições cada vez mais rígidas e polarizadas. Uma miopia que dá (muuuito) lucro, onde a verdade factual parece cada vez mais inalcançável e abstrata.

    Nós dois éramos, ao mesmo tempo, participantes e vítimas desse sistema.

    Viramos patinhos no processo.

    Viramos patinhos no processo. E isso só tende a piorar!

    Talvez por isso seja um artifício para desenvolvermos algum tipo de imunidade, e seguirmos conversando, seja nos concentrarmos no que mais interessa, no que tem mais profundidade, no que vem da nossa educação, no que define o nosso caráter: os valores verdadeiros. Talvez essa seja uma forma de resistência consciente a esse modelo de negócio perverso.

    Uma espécie de vacina simbólica (polêmica?) contra a manipulação permanente que molda nossas certezas.

    Na verdade, nós dois somos muito mais parecidos do que aquela conversa fazia parecer. Somos de bom caráter. Gostamos de muitas das mesmas coisas. Temos origens parecidas. Queremos viver em uma sociedade justa e segura e sonhamos com isso para nossos filhos. E somos amigos há pelo menos 15 anos!

    A partir daí, a conversa começou a mudar.

    Acho que, pela primeira vez naquela tarde, estávamos realmente conversando.

    O mais curioso é que nossas mulheres, que observavam de longe, demoraram a perceber a mudança. Como nossas trocas continuavam intensas, ainda achavam que estávamos brigando e seguiram insistindo para que parássemos. Mas naquele momento nós dois estávamos profundamente interessados em continuar.

    Porque algo raro tinha acontecido.

    Em vez de encerrar a conversa para preservar a amizade, tínhamos encontrado uma maneira de seguir conversando justamente para preservá-la.

    Essa experiência me fez perceber com mais clareza um problema que hoje atravessa todas as escalas da vida social. Vai das tensões diplomáticas entre países até as conversas dentro de casa. O desafio de falar com o diferente se tornou um dos grandes impasses do nosso tempo.

    Estamos desaprendendo a dialogar.

    Três amigos conversando no trabalho
    Crédito: Freepik.

    Para evitar conflitos, evitamos assuntos fundamentais. Política, visão de mundo, futuro, valores coletivos. Eles desaparecem das mesas de jantar, das conversas de bar e até dos espaços públicos de debate.

    O preço disso é alto. Quando deixamos de trocar com quem pensa diferente, reduzimos o espaço de aprendizado e também o espaço de inovação. Ideias novas raramente nascem do encontro entre iguais. Elas surgem quando perspectivas distintas entram em contato.

    A dialética parte justamente da tensão entre posições diferentes.

    Durante séculos, o conhecimento humano avançou por meio desse processo. A dialética parte justamente da tensão entre posições diferentes.

    Tese e antítese não existem para se anular, mas para tornar possível o surgimento de uma síntese mais ampla.

    Talvez o mais interessante seja perceber que a natureza aponta exatamente na mesma direção. Como mencionei em um outro artigo, a bióloga Lynn Margulis mostrou que os grandes saltos evolutivos surgiram do encontro entre organismos diferentes. Em vez de uma árvore que se divide em ramos isolados, a evolução se parece mais com uma teia, onde formas distintas de vida se encontram e passam a coexistir.

    O brilho do novo aparece quando diferentes encontram espaço para cooperar.

    Os recifes de coral são um dos exemplos mais elegantes desse princípio. Eles existem porque uma alga microscópica e um animal marinho estabeleceram uma relação de simbiose profunda. A zooxantela vive dentro do tecido do coral e produz energia a partir da luz solar. O coral oferece abrigo e nutrientes. Nenhum dos dois organismos isoladamente seria capaz de criar a estrutura complexa que conhecemos como recife.

    A inovação biológica nasce do encontro do diferente.

    Talvez possíveis soluções para as encrencas sistêmicas em que nos metemos como espécie dependam do mesmo princípio.

    Na medida em que bloqueamos quem pensa diferente, reduzimos nossa própria capacidade de evoluir.

    Na medida em que bloqueamos quem pensa diferente, reduzimos nossa própria capacidade de evoluir. Limitamos o surgimento de soluções novas justamente quando o mundo enfrenta problemas cada vez mais complexos.

    Talvez por isso aquela conversa de sábado tenha sido tão marcante. Não porque tenhamos chegado a um acordo político — o que não aconteceu. Continuamos com visões muito diferentes sobre muitos temas. Mas descobrimos que existe um portal possível quando a conversa sai da disputa superficial de dados e se desloca para o terreno dos valores.

    Valores são mais profundos do que informações. São menos manipuláveis porque estão mais ligados à experiência humana direta. São territórios que atravessam gerações. Mesmo quando pais e filhos discordam radicalmente em política, costumam compartilhar princípios fundamentais sobre dignidade, justiça, cuidado e responsabilidade.

    Os valores ainda são, em grande medida, um território humano.

    Talvez seja ali que a conversa possa sobreviver.

    Já pensou em alguém especial que valha a pena convidar para almoçar?


    SOBRE O AUTOR

    Fred Gelli é co-fundador e CEO da Tátil Design, consultoria de branding, design e inovação que desenha estratégias e experiências de m... saiba mais


  • INSCREVA-SE EM NOSSA NEWSLETTER

    • ASSUNTOS RELACIONADOS

      • liderança feminina
        COLUNA
        Não basta ter mulheres no topo. É preciso mudar como o topo funciona
      • ilustração de mulher com cabelo preso e óculos. ao fundo, livros, notebook
        COLUNA
        A moda dos colégios bilíngues
      • Pessoa sorridente usando óculos, gorro e moletom com capuz sob uma jaqueta jeans, olhando para o lado. A figura está em preto e branco, recortada sobre um fundo colorido com degradês em verde, azul e roxo, linhas onduladas e silhuetas de árvores, criando um visual artístico e vibrante.
        COLUNA
        8 dicas finlandesas para uma vida feliz
      • Filme Dias perfeitos, de Wim Wenders
        COLUNA
        É chegada a hora, finalmente, da vida imitar a arte
      • O pior dia do ano Mulheres
        COLUNA
        O pior dia do ano 
      • A política da dúvida: como a violência psicológica reorganiza a experiência das mulheres
        COLUNA
        A política da dúvida: como a violência psicológica reorganiza a experiência das mulheres
      • palestrantes do festival SXSW 2026
        COLUNA
        SXSW 2026: 7 speakers para acompanhar o futuro sem se desconectar do humano
      • mãos seguram um búzio
        COLUNA
        “Ibarabô, agô lonã, Olukumí”
      • colagem de imagens de festas populares brasileiras
        COLUNA
        A brasilidade é uma tecnologia. O carnaval é a prova
      • jovem estudante segura um tablet
        COLUNA
        Equidade não é bandeira. É engenharia de decisão

        • IMPACTO

        • IMPACTO

          Aposta da Meta em madeira expõe limite da sustentabilidade em data centers

          IMPACTO

          Calculadora mostra quantos animais são salvos ao recolher plástico na praia

          IMPACTO

          Nova York usa rios para entregas e reduz trânsito de caminhões

        • NEWS

        • NEWS

          Timothée Chalamet errou – e não só sobre a ópera

          NEWS

          Fóssil de dragão? Campanha alerta sobre desinformação produzida com IA

          NEWS

          Apple e IA: Mark Gurman afirma que empresa terá nova abordagem graças a Inteligência Artificial

        • TECH

        • TECH

          Conheça aplicativos com livros e cursos de idioma gratuitos disponibilizados pelo MEC

          TECH

          AGU notifica Google para retirar IA que cria nudes falsos das buscas

          TECH

          Oracle mostra como demissões frias viraram padrão nas big techs

        • WORK LIFE

        • WORK LIFE

          10 frases inspiradoras de Michael Jordan para manter o foco

          WORK LIFE

          Inteligência emocional humana é quase um “super poder” em era de IA

          WORK LIFE

          Sensação de alerta constante: como desligar de redes sociais que não deslogam?


        • Quem somos
        • Missão
        • Anuncie Conosco
        • Redação
        • Política de Privacidade
        • Termos de Uso
        • Contatos
        • Fast Company Brasil © 2026