Início de ano é inevitavelmente o momento de se pensar no ano que começa.  

É como um cutucão do futuro para movermos nosso olhar para frente. 

Mas essa perspectiva que eu trago para reflexão tem no futuro a realidade mais crítica, mas já acontece hoje.  

Só não vê, quem não quer. Quem se esquiva do cutucão do futuro. 

Com o envelhecimento cada vez mais rápido e com a expectativa de vida crescente, a pergunta que tem que começar a ser respondida é: como vamos todos conviver nos mesmos espaços e momentos? 

Vamos criar mais silos? 

Vamos nos fechar ainda mais nas tribos? 

Aliás, esse termo acho que não faz parte mais de vocabulário de quase todas as gerações. 

Meu olhar para o futuro, para esse convívio, depois de dois anos críticos, é otimista.

Vamos fazer as contas considerando a divisão, meramente didática, das gerações. 

Começamos com a Geração Silenciosa e os nascidos entre  1928 e 1945, que surge no limiar da Grande Depressão e atravessa a Segunda Guerra Mundial para entregar o mundo para os Baby Boomers, com a explosão de nascidos no pós-guerra e que vai de 1946 a 1964.  

Essa minha geração viveu experiências transformadoras da sua juventude até a vida adulta. 

Na sequência, temos a Geração X, de 1965 a 1980, que viu a chegada do digital, sem contudo já nascer dentro do universo digital como os Millenials ou Geração Y, que vai de 1981 a 1996 e em seguida a Geração Z, de 1997 a 2012, cujo destaque poderia ser a convivência integral com redes sociais. 

Fecha a sequência a chamada Geração Alfa com os nascidos entre 2012 e 2021. 

Se considerarmos o convívio puro e simples, fora do mercado de trabalho, podemos ter no mesmo tempo e espaço seis gerações. 

Embora os estudos que tentam enquadrar e antecipar comportamentos sejam cada vez mais questionados, é curioso imaginar que este é um momento único. 

Nunca vivemos com tanta diversidade etária. 

Meu olhar para o futuro, para esse convívio, depois de dois anos críticos, é otimista. O desejo do reencontro ou do encontro é tão grande que a gente não pode deixar passar essa oportunidade. 

Vamos promover o encontro das diversas faixas etárias. 

Vamos ouvir as histórias que cada um tem para contar.   

Se estivermos juntos, as oportunidades são exponenciais e qualquer novo ano será mais que bem-vindo. 

 

 

Este texto é de responsabilidade de seu autor e não reflete, necessariamente, a opinião da Fast Company Brasil

SOBRE O AUTOR

Marco Antonio Souto é head de estratégia do Grupo Dreamers e ativista da causa do Idadismo.