Depois do “growth mindset”, evoluiremos para onde?


Adriana Knackfuss 2 minutos de leitura

Essa semana meu filho Rafael, de oito anos, voltou da escola com um desenho lindo onde se via a expressão growth mindset. Confesso que, como mãe coruja e babona, fiquei orgulhosa e quis entender o que estava por trás desse exercício.

Acontece que ele estuda em uma escola incrível, que discute temas profundos como esse com crianças pequenas. Isso me encheu de esperança sobre o que está por vir das mãos das novas gerações.

Me lembro até hoje de ter lido o artigo da Carol Dweck sobre growth mindset (mentalidade de crescimento) lá em 2012 e ter ficado encantada com a simplicidade e potência do pensamento. De lá para cá, todos nós já lemos inúmeros textos, livros e assistimos vídeos sobre isso (bom, até meu filho de oito anos já sabe ;).

As pessoas que demonstram o growth mindset não se fixam no que já sabem. Elas estão sempre buscando formas de expandir seu conhecimento e aprender algo novo. Quando se deparam com um problema, estão prontas para arregaçar as mangas e tirar um aprendizado da situação.

Mas a verdade é que 10 anos se passaram e, como bem sabemos, o mundo mudou bastante neste período. Growth mindset é um conceito poderoso, mas fiquei me perguntando o que seria a evolução desse conceito.

A mentalidade evolucionista prega que o desenvolvimento profissional vem da disposição de dar um mergulho profundo dentro de si mesmo.

Na minha pesquisa, me deparei com uma linha de pensamento que traz a provocação de que growth mindset é poderoso, mas não suficiente. Essa provocação nos convida a refletir sobre o evolutionary mindset, ou mentalidade evolucionista.

O evolutionary mindset prega que o desenvolvimento real de um profissional vem da sua disponibilidade não só de aprender com o que está ao seu redor (growth mindset), mas também a partir de um mergulho profundo dentro de si. Mais do que isso, defende que esse mergulho é fundamental para aprendermos mais sobre nós mesmos como seres humanos e, consequentemente, como líderes.

É sobre estar interessado em como nos comportamos dentro das organizações e se estamos abertos a investigar como esse comportamento afeta os outros ao nosso redor. 

No ambiente profissional, a mentalidade evolucionista aparece a partir da introspecção necessária que nos leva a perguntas difíceis como: qual é o impacto emocional do meu comportamento nos outros? É possível que eu seja o problema? Estou assumindo a responsabilidade por meu comportamento?

Não posso deixar de pensar que essa evolução conceitual nos leva, inevitavelmente, para uma visão onde os ambientes de trabalho são mais ¨adultos¨ e mais humanizados. Mas isso é história para o próximo texto 🙂 .


SOBRE A AUTORA

Head de integrated marketing experiences (IMX) da Coca-Cola para a América Latina e eleita Women to Watch. Designer de formação, ingre... saiba mais