Provavelmente, no contexto atual você deve estar pensando simplesmente como viver até o dia, semana, mês seguinte.

Ou no longuíssimo prazo, no impensável ano de 2022.

Tenho uma boa e uma má notícia.

Primeiro a boa.

Com o ritmo de vacinação, conhecimento maior da pandemia, é quase certo que vamos além de 2022 e continuaremos construindo nosso futuro a cada dia.

A ruim é que não estamos, e quase certamente nunca estivemos, nos preparando para esse futuro um pouco mais distante.

Mas é essa distância que nos ajuda a estarmos mais preparados para vive-lo da melhor forma.

Viver 100 anos é uma possibilidade real para quem hoje está na faixa dos 20 ou 30 anos. Ou até mesmo quem já tem 40 anos.

E estamos vivendo essa realidade desde já.

Como nos ensinou Alexandre Kalache, um dos pioneiros e referência no estudo do envelhecimento no Brasil, para usufruirmos de uma longevidade saudável, precisamos nos preparar e estruturar 4 grandes eixos: saúde, finanças, pertencimento e atividade.

Para todos eles a tecnologia pode, e já está sendo, grande aliada.

Como toda boa oportunidade de mercado, esse de pessoas acima de 50 anos movimenta algo em torno de 1,8 Trilhão por ano no Brasil, mais e mais startups – as chamadas Age Tech – começam, a exemplo de outras categorias, a ganhar mais espaço e proximidade.

Fácil imaginar o que está por vir considerando a chegada do 5G com casas e cidades inteligentes.

E, embora pareça estranho, pessoas “inteligentes”, cada vez mais inseridas em processos de comunicação real time via apps ou outros devices.

A tecnologia, definitivamente, não é, e não pode ser vista, como barreira para esse segmento.

Ainda mais olhando para o futuro de uma geração que já nasceu conectada e convive com telas e real time desde sempre.

Novas tecnologias irão surgir e com elas novos desafios.

Convido você a pensar como poderá ser esse seu futuro.

Refletir sobre os 4 eixos e como você está se preparando financeiramente, em relação a sua saúde hoje, aos amigos, se são colegas de trabalho ou amigos para além do sobrenome corporativo e que atividades você imagina que poderia exercer quando tiver mais idade.

Viver 100 anos é uma vitória da raça humana e da ciência.

Mas vivê-los bem será uma vitória individual de planejamento, criatividade e persistência, que começa agora.

Este texto é de responsabilidade de seu autor e não reflete, necessariamente, a opinião da Fast Company Brasil

SOBRE O AUTOR

Marco Antonio Souto é head de estratégia do Grupo Dreamers e ativista da causa do Idadismo.