Cada um tem um jeito diferente de trabalhar. Quando todos estão no escritório é fácil identificar o estilo de um profissional pela simples observação do seu comportamento. Contudo, com o trabalho remoto, pode ser difícil entender os estilos de cada integrante do time.

O que fazer?

Como gestor, não presuma que o que funciona melhor para você é o melhor para todo mundo, diz Amanda Kenyon, sócia da agência de relações públicas Ketchum. “Tenha uma abordagem flexível para acomodar seus subordinados diretos. O método mais fácil é simplesmente perguntar e fazer um teste por um período determinado”, afirma.

Os métodos que usamos para nos comunicar à distância podem oferecer dicas importantes sobre como as pessoas preferem interagir. Por exemplo, você pode ter um funcionário que deixa sua câmera desligada durante uma videoconferência.

“Líderes precisam estar afinados com isso e ter um instinto para saber o que a pessoa está dizendo por meio de ações verbais e não verbais. De certa maneira, é como sentar em uma sala com alguém que esteja com os braços cruzados”, afirma Kenyon. “Quando todos estão em um escritório, as pessoas gerenciam a energia por conta própria. Algumas podiam baixar a cabeça e trabalhar o dia inteiro, enquanto outras poderiam se beneficiar com uma conversa de corredor. Remotamente, isso simplesmente não funciona”.

A consultoria Social Styles identificou quatro tipos de personalidade no trabalho. E seu CEO, Kowal Kenyon, diz que eles podem oferecer parâmetros aos gestores sobre como se comunicar de forma adequada.

  1. Focados, gostam de ser breves. “Eles querem chegar, discutir os resultados, ater-se aos negócios essenciais e ir em frente”.
  2. Expressivos, gostam de conversar e pensar alto. “Eles gostam de webcams ou telefones, valorizam as conversas de momento ao invés de muito trabalho prévio e gostam de conectar-se tanto pessoalmente como profissionalmente”.
  3. Amigáveis, valorizam o relacionamento e querem fazer suam melhor apresentação para o seu gestor. “Eles normalmente gostam de programação com antecedência e de ter tempo para pensar antes de falar. Eles também valorizam o cara-a-cara da câmera e querem ter conversas sem pressa que incluem tanto uma conexão profissional quanto pessoal”.
  4. Analíticos, valorizam o preparo e ter tempo para pensar com antecedência, normalmente preferindo comunicações escritas às verbais. “Eles podem preferir interações sem a webcam e gostam de programações com antecedência e de ter a oportunidade de oferecer seus pensamentos por escrito após uma conversa”.

Líderes precisam entender como permitir que as pessoas tenham sucesso em ambientes radicalmente diferentes.  E os gestores precisam criar uma maneira de dar feedback consistente e metas que ajudem os membros da equipe a saber como desempenhar e produzir.

“O quanto eles acham que isto está funcionando? O quão bem está funcionando para você, enquanto gestor? Quais ajustes você poderia tentar fazer? Os ângulos a serem considerados incluem frequência, duração da conversa, plataformas como telefone ou webcam, programação e preparativos. É claro que você, como gestor, pode determinar os pontos obrigatórios que devem ser discutidos, mas esforce-se para customizar pelo menos parte da conversa de acordo com as necessidades dos seus funcionários”, afirma Kenyon.

SOBRE A AUTORA

Stephanie Vozza escreve sobre produtividade e carreira na Fast Company.