Novo logo do Apple Music foi feito à mão (e com ajuda do som)
Com a participação do produtor Fred again.., a Apple usou vibrações sonoras, óleo mineral e efeitos físicos para desenvolver o novo visual de seu serviço de música.

O Apple Music acaba de apresentar uma nova identidade visual que foi literalmente criada a partir do som.
A reformulação, que inclui um novo logotipo tipográfico, uma assinatura sonora exclusiva e uma linguagem visual baseada em ondulações, é resultado de uma parceria entre a equipe do Apple Music, a agência de design TBWA\Media Arts Lab (MAL), o produtor musical Fred again.. e seu colaborador Nest Acoustics.
A nova identidade começará a aparecer nesta semana nos conteúdos originais e na programação de eventos do Apple Music. Posteriormente, será incorporada às campanhas de marketing, ao próprio serviço e às experiências oferecidas pela marca.
Para representar a plataforma de áudio da Apple, a nova linguagem visual e sonora precisava ser versátil o suficiente para abranger a diversidade de seu catálogo e de seus serviços. Ao mesmo tempo, deveria ter características próprias que permitissem reconhecê-la imediatamente.
Chegar a esse resultado exigiu meses de trabalho, óleo mineral, peças de acrílico e muito, muito líquido.
COMO A APPLE CRIOU SUA NOVA IDENTIDADE VISUAL À MÃO
Quando a equipe do Apple Music começou a desenvolver a nova identidade, já sabia que queria criar algo que parecesse construído a partir da própria música.

Assim como a Apple havia feito com a nova identidade do Apple TV, apresentada no fim de 2025, a intenção era trabalhar com efeitos físicos, produzidos diante das câmeras. Neste ano, o trabalho de design da Apple TV ganhou Leão de Ouro em Cannes.
O desafio era descobrir como criar uma assinatura sonora que os usuários também pudessem visualizar. A resposta estava nas ondas.
Primeiro, a equipe construiu um equipamento específico e desenvolveu um software para controlar um transdutor, dispositivo capaz de converter sinais de áudio em vibrações físicas.
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Em seguida, o transdutor foi usado para reproduzir diferentes frequências sonoras em um recipiente com líquido. Músicos e engenheiros experimentaram sons e notas, observando como o material reagia a cada vibração.

Os primeiros testes ajudaram a estabelecer algumas limitações, tanto para a linguagem visual quanto para a assinatura sonora.
Muitas notas tocadas juntas, ou notas excessivamente agudas, provocavam movimentos intensos demais no líquido, dificultando a visualização da imagem.
Essas descobertas serviram como referência para os músicos desenvolverem a composição que se tornaria a assinatura sonora do Apple Music.
Com a composição finalizada, chegou o momento de transformar os experimentos em uma linguagem visual.
Para isso, o transdutor foi colocado em um recipiente com óleo mineral. O material foi escolhido por sua viscosidade, que permitia criar a impressão de uma superfície de vidro sendo ondulada pelo som.
Dentro do óleo, a equipe mergulhou versões de acrílico do símbolo de nota musical do Apple Music e de seu logotipo tipográfico, que também foi atualizado durante o projeto.
O nome da marca passou a utilizar uma versão personalizada, de traços mais espessos, da SF Pro, a família tipográfica da Apple.
Quando o transdutor reproduzia a composição no recipiente, o líquido formava ondas que desviavam e refratavam a luz sobre os logotipos. Todo esse movimento foi captado em vídeo.

O efeito visual produzido por cada nota lembra a luz refletida sobre uma película de óleo, criando breves explosões de cores intensas.
O resultado incorpora referências sutis à identidade visual mais ampla da Apple, incluindo o Liquid Glass e a nova identidade do Apple TV.

Ao mesmo tempo, consegue estabelecer uma linguagem própria para o Apple Music, transformando o som em um dos principais elementos de sua expressão visual.