Coleman lança caixa térmica que dobra como sanfona
Trata-se de uma inovação rara em um setor que, há décadas, opera sob praticamente as mesmas limitações de design

A Coleman, tradicional fabricante norte-americana de caixas térmicas (também conhecidas como coolers) acaba de reinventar um item clássico: um cooler rígido que pode se dobrar sobre si mesmo como uma sanfona, reduzindo seu tamanho original em um terço e permitindo que ele se encaixe perfeitamente em uma prateleira.
Até agora, marcas como REI, YETI e a própria Coleman já haviam criado bolsas térmicas flexíveis que podem ser comprimidas para armazenamento. Mas ninguém tinha conseguido fabricar uma caixa térmica rígida dobrável.
Isso não deixa de ser curioso, porque coolers rígidos costumam ser mais duráveis, oferecem melhor isolamento térmico e são mais fáceis de limpar do que os modelos flexíveis. Por isso, continuam sendo a escolha preferida de muitos consumidores. O problema é que, quando não estão em uso, eles viram objetos volumosos cheios de ar ocupando espaço.
Segundo Nicolas Duran, presidente da divisão outdoor e recreação da Coleman, há bons motivos para ninguém ter resolvido esse desafio até agora. Não se trata apenas de transformar uma caixa grande em algo “do tamanho de uma capa de notebook”, mas também de manter a capacidade de resfriamento e evitar vazamentos.

Depois de 18 meses de desenvolvimento, a equipe finalmente chegou a uma solução, combinando uma estrutura externa engenhosa, detalhes internos pouco visíveis e um processo de testes intensivo.
UMA CAIXA TÉRMICA QUE DOBRA COMO UMA SANFONA
O coração do novo design está na estrutura externa de plástico. Diferentemente dos coolers tradicionais, com bordas seladas, o modelo da Coleman utiliza vários painéis independentes que se dobram e se encaixam.
Os painéis frontal e traseiro são conectados por dobradiças que permitem dobrá-los ao meio, sobrepondo as partes superior e inferior. Já os painéis laterais menores se levantam completamente. Quando o cooler é comprimido, todas essas peças deslizam como um origami até que os painéis menores fiquem acomodados sobre os maiores.
Apesar de ser o elemento mais visível da inovação, essa estrutura externa não foi o maior desafio do projeto. Segundo Luke Eck, diretor de P&D da empresa, a parte mais complexa foi desenvolver o revestimento interno impermeável, responsável por garantir o isolamento térmico e impedir vazamentos.
Depois de testar diversas ideias, a solução surgiu de forma inesperada durante uma reunião. “Alguém entrou com um iPad, abriu a capa e apoiou para usar”, lembra Eck. “Todo mundo olhou e pensou: ‘é isso’.”

Inspirado em capas de tablet, o revestimento interno possui vincos pré-definidos no material. Ao puxar uma aba interna, esses vincos permitem que ele se dobre sozinho, de forma organizada.
O resultado é um cooler capaz de manter bebidas geladas por até 64 horas, que se reduz a um terço do tamanho original e que, segundo a empresa, oferece a maior eficiência entre volume e espaço ocupado do mercado.
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Trata-se de uma inovação rara em um setor que, há décadas, opera sob praticamente as mesmas limitações de design. “Estamos criando valor em uma categoria que, em muitos casos, estava estagnada”, afirma Duran.