Design revisita o cubículo na era do trabalho flexível
Os móveis Vitra reinventam o cubículo com design flexível e modular, adaptado às novas dinâmicas de trabalho e colaboração

À medida que as políticas de retorno ao escritório se tornam mais rígidas, muitos profissionais começam a encarar de frente como é, de fato, a vida em um cubículo. Se depender da Vitra, porém, o próximo cubículo pode não ter nada de tradicional.
A marca se uniu ao designer industrial alemão Konstantin Grcic para criar a Scout, uma linha de mobiliário minimalista pensada para se adaptar às formas flexíveis de trabalho contemporâneas. A coleção reúne cinco peças de diferentes tamanhos, com opções fixas e móveis, voltadas tanto para escritórios quanto para ambientes educacionais.
As mesas têm formato de trapézio e estrutura tubular metálica. A partir dessas bases, é possível acoplar acessórios que transformam o conjunto em algo próximo a um cubículo, ou conectar várias mesas para formar espaços colaborativos.
“O objetivo não é substituir o que já existe”, disse Grcic à "Vitra Magazine". “É uma extensão, uma proposta complementar que responde a diferentes níveis e estilos de trabalho.”

A linha inclui diversas configurações. O Scout Work permite ajustar manualmente altura e inclinação, sem necessidade de energia elétrica, e conta com uma estrutura que pode receber divisórias ou acessórios. O Scout Work Mobile traz os mesmos recursos, mas com rodinhas, facilitando a mobilidade.
Outro modelo com rodas é o Scout Sprint, uma mesa compacta disponível em versões para uso sentado ou em pé, com bases encaixáveis e tampo dobrável.
A coleção também contempla soluções para reuniões: o Scout Summit, uma mesa trapezoidal que pode ser agrupada para facilitar o armazenamento, e o Scout Meet, uma mesa retangular longa, em duas alturas, com capacidade para até oito pessoas.
“Assim como talheres, em que garfo e faca pertencem à mesma família, mas têm funções diferentes, cada peça tem forma e proporção próprias, de acordo com seu uso”, explica Grcic.
A coleção é o capítulo mais recente da investigação de Grcic e da Vitra sobre o futuro dos ambientes de trabalho. Em 2016, eles já haviam colaborado no Hack, antecessor do Scout, que transformava placas de madeira utilitárias em estações ajustáveis.
Agora, o Scout surge mais móvel e com uma estética mais industrial, mas mantém o caráter experimental e lúdico que propõe uma alternativa a um mercado de mobiliário corporativo ainda bastante engessado.
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“Todas as peças são simples e altamente adaptáveis”, diz o designer. “As pessoas inevitavelmente vão inventar suas próprias formas de usá-las.”


