NASA revela plano para criar uma “cidade” na Lua
Plano prevê presença permanente na Lua nos anos 2030 e preparação para futuras viagens a Marte

A NASA já está encomendando módulos de pouso, rovers e drones para uma grande base lunar, menos de dois meses após o voo histórico ao redor da Lua da missão Artemis II.
A agência espacial dos EUA apresentou esta semana a primeira fase de seus planos para a base lunar, concedendo contratos de centenas de milhões de dólares a quatro empresas norte-americanas.
A Blue Origin, de Jeff Bezos, vai fornecer dois módulos de pouso para transportar veículos até a superfície do satélite, em uma região próxima ao polo sul lunar. Esses chamados veículos de terreno lunar serão construídos pelas empresas Astrolab e Lunar Outpost.
Já a Firefly Aerospace, que realizou um pouso bem-sucedido na Lua no ano passado, vai entregar os primeiros drones lunares. O plano é que todos esses equipamentos cheguem antes do pouso dos primeiros astronautas do programa Artemis, previsto para acontecer a partir de 2028.
Durante a missão Artemis II, realizada em abril, quatro astronautas voaram ao redor da Lua, viajando mais profundamente no espaço do que as tripulações do programa Apollo fizeram entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1970.
Leia mais: Artemis II: fotos mostram Terra e Lua como você nunca viu antes
Na missão Artemis III, outra equipe de astronautas vai treinar, ainda em órbita terrestre, o acoplamento da cápsula Orion com os módulos lunares desenvolvidos pela Blue Origin e pela SpaceX para missões tripuladas.
A NASA trabalha com a meta de realizar a Artemis III em meados de 2027, com o pouso de dois astronautas acontecendo já em 2028. A segunda fase da base lunar, entre 2029 e o início dos anos 2030, vai começar a construir a infraestrutura permanente, incluindo uma rede elétrica.
A expectativa é que habitats permanentes, especializados e capazes de sustentar estadias prolongadas de astronautas só cheguem na terceira fase, em algum momento da década de 2030.

Executivo do programa de base lunar da NASA, Carlos Garcia-Galan imagina uma base espalhada por centenas de quilômetros quadrados, com um perímetro marcado por drones posicionados nos cantos dessa área.
O administrador da NASA Jared Isaacman explica que esses marcadores territoriais têm como objetivo respeitar espaçonaves e equipamentos de outros países que possam estar próximos. Segundo ele, os EUA esperam reciprocidade nesse aspecto.
Isaacman enfatizou que o objetivo do projeto é incentivar uma economia lunar, conduzir pesquisas científicas e lançar as bases para futuras expedições a Marte.
“Para aqueles que esperam pacientemente, o grande retorno está próximo e não vamos desacelerar”, afirma Isaacman. “Estamos apenas começando.”