Aplicativo transforma objetos comuns em um arquivo pessoal “estético”
Mais do que colecionar objetos, o Archiv quer estimular a curiosidade e ajudar usuários a enxergar detalhes do mundo que normalmente passam despercebidos

Um novo aplicativo vai permitir que você crie seu próprio acervo, digno de um museu, a partir de objetos do cotidiano, e leve essa coleção com você para onde quer que vá.
O Archiv é criação do designer David McGillivray. O aplicativo, que atualmente está em versão beta (quem quiser testar pode entrar na lista de espera aqui), funciona como um “sistema de coleção para organizar e identificar o mundo físico”, segundo seu criador.
Os usuários podem fotografar qualquer coisa que encontrem e o Archiv os transforma em imagens nítidas e esteticamente agradáveis, acompanhadas de uma breve descrição do que são e de onde vieram.
Depois de montar seu acervo, o usuário pode compartilhar suas descobertas com amigos e começar a discutir padrões em suas próprias observações.
“O aplicativo surgiu de um desejo de me relacionar mais profundamente com o mundo físico, em vez de me refugiar ainda mais no digital”, diz McGillivray. “Tenho interesse em ferramentas digitais quando elas podem acrescentar uma camada ao mundo físico e nos ajudar a percebê-lo ou compreendê-lo melhor.”
Na prática, o Archiv funciona como um exercício de atenção plena para pessoas interessadas em design e que querem criar um hábito que as ajude a preservar o encanto presente nas coisas banais.
PRESTANDO MAIS ATENÇÃO AO MUNDO REAL
O conceito do Archiv começou com pedras.
“Eu estava pensando que seria divertido ter uma coleção digital de pedras em que, se encontrasse uma pedra interessante, pudesse tirar uma foto, salvá-la em uma coleção e descobrir que tipo de pedra era, de onde veio, qual poderia ser sua idade, coisas assim”, lembra McGillivray.
“Ao longo de uma tarde, comecei a pensar: bem, por que apenas pedras? Você poderia fazer a mesma coisa com arte, móveis, plantas, praticamente qualquer coisa.”
If you slide the @ArchivSystems categories carousel all the way to the right, a little grid density slider appears, and you can adjust from 1-up to 6-up. pic.twitter.com/Fjng68T72M
— David McGillivray (@dmcgco) August 31, 2026
Foi exatamente assim que ele desenvolveu o funcionamento do Archiv. Quando o usuário insere uma imagem no aplicativo, ele utiliza a tecnologia de geração de imagens por IA do Google para recriar a foto.
O aplicativo corrige perspectiva, iluminação, fundo, ruído visual e detalhes do próprio objeto, até que a foto se pareça com uma verdadeira imagem de arquivo. O software de IA também gera alguns detalhes importantes sobre o objeto, como nome, o que é e quando foi fotografado e arquivado.

A versão beta do aplicativo inclui a maioria dos recursos originais que McGillivray tinha em mente, incluindo um sistema de organização automática que coloca os itens em categorias fáceis de explorar, como “Infraestrutura” e “Objetos de design”, além de uma função de compartilhamento que permite aos usuários seguir seus amigos.
Neste momento, seu foco é corrigir eventuais bugs que surgirem à medida que as pessoas começarem a testar o aplicativo. No futuro, ele pretende adicionar recursos de renderização 3D e encontrar maneiras mais sofisticadas de o Archiv interpretar as coleções dos usuários, como identificar padrões naquilo que eles colecionam.
Nos primeiros testes, diz McGillivray, ele percebeu que o aplicativo está fazendo com que os usuários (até ele mesmo) prestem mais atenção ao mundo ao seu redor. É uma ferramenta digital criada para aprimorar a experiência do mundo físico, e não para nos distrair dele.
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“Algo que você viu em uma galeria, em uma loja, durante uma caminhada ou na casa de alguém não precisa desaparecer da sua memória. Isso passa a fazer parte de uma coleção à qual você pode voltar”, explica.
“Gosto da ideia de que colecionar pode ser uma maneira de pensar sobre aquilo que você percebe e aquilo que valoriza. O Archiv torna esse processo muito fácil, mas espero que também incentive as pessoas a olhar para o mundo em volta com um pouco mais de curiosidade.”