Falta de reserva financeira aumenta risco de endividamento e expõe brasileiros a imprevistos

Sem dinheiro guardado para emergências, imprevistos simples podem virar dívidas longas e difíceis de quitar

FALTA DE RESERVA FINANCEIRA AUMENTA RISCO DE ENDIVIDAMENTO E EXPÕE BRASILEIROS A IMPREVISTOS (fev26)
Crédito: Fast Company Brasil

Santander 3 minutos de leitura

Uma pane no carro, uma demissão inesperada ou uma emergência médica podem ser suficientes para desestabilizar o orçamento. Sem uma reserva financeira, situações comuns do dia a dia tendem a se transformar em dívidas de longo prazo.

Dados de uma pesquisa divulgada pelo Datafolha em novembro de 2025 mostram que, embora 59% dos brasileiros afirmem ter um planejamento financeiro, 43% admitem não ter qualquer dinheiro guardado para imprevistos, a conhecida reserva de emergência. 

Em um cenário de inflação persistente, custo do crédito elevado por conta do atual patamar da Selic (a taxa básica de juros) em 15% ao ano – e renda pressionada, a falta de uma reserva deve ser vista como um sinal de alerta.

IMPREVISTOS PESAM NO BOLSO

Problemas de saúde, desemprego, redução de renda, consertos no carro e manutenção da casa são algumas das despesas inesperadas que podem acontecer com qualquer pessoa e exigem recursos imediatos.

Sem uma reserva, a saída, nesses momentos, geralmente é recorrer ao cheque especial, cartão de crédito ou empréstimos pessoais — modalidades de crédito com taxas de juros mais altas e que, se mal-usadas, podem comprometer o orçamento por meses ou até anos.

QUANDO COMEÇAR SUA RESERVA

A tendência é esperar um alívio no orçamento para começar a guardar dinheiro para situações não programadas. Mas especialistas são unânimes ao dizer: o momento é agora. Principalmente para quem já vive sem sobra de caixa — o que evidencia a urgência de criar uma proteção financeira.

E não precisa muito para começar. Com R$ 50 ou R$ 100 por mês, você começa a sua reserva e desperta o interesse em ter uma vida mais planejada e com o orçamento em dia.

COMO CALCULAR A RESERVA FINANCEIRA IDEAL?

A recomendação mais comum do mercado é acumular o equivalente a 3 a 12 meses das despesas essenciais.

Trabalhadores autônomos ou com renda variável, por exemplo, pela característica da remuneração, tendem a precisar de uma reserva maior do que profissionais com carteira assinada. Por isso, quanto mais, melhor.

O objetivo é simples: garantir cobertura suficiente para manter o padrão de vida básico em caso de imprevistos, sem precisar recorrer a dívidas.

Para quem não tem disciplina para começar a investir, a orientação é automatizar a aplicação. Ou seja, todos os meses, o banco vai debitar um valor da sua conta corrente na data prevista e transferir para um investimento. 

Outra dica é incluir o valor que será debitado para a reserva como uma conta fixa mensal, da mesma forma que o aluguel ou energia elétrica, por exemplo.

Aplicativos de finanças e a divisão da renda em “envelopes digitais” também ajudam a organizar prioridades e visualizar metas. O mais importante é criar o hábito.

CONFIRA AS DICAS PARA COMEÇAR A CONSTRUIR A SUA RESERVA

  1. Faça as contas – calcule sua renda e despesas mensais e veja se as contas fecham no fim do mês. Se você fica no vermelho, reveja os gastos, identifique onde pode cortar e busque alternativas para aumentar a renda até a situação se equilibrar, já prevendo o valor que será destinado à reserva;

  2. Defina uma meta inicial realista – comece com o valor equivalente a um mês de gastos, depois vai aumentando até chegar a, pelo menos, seis meses;

  3. Estabeleça um valor fixo mensal – isso é importante para o valor entrar na sua lista de despesas fixas e começar a virar um hábito;

  4. Automatize a transferência – deixe agendado o débito do valor mensal para ser efetuado no dia do recebimento do salário.

  5. Evite usar a reserva para gastos planejados — ela é exclusiva para emergências.


    *Este é um conteúdo de marca.


SOBRE O AUTOR