O que considerar antes de fazer compras internacionais no cartão

Alta do dólar, IOF e spread cambial podem aumentar o valor final das compras feitas em moeda estrangeira, tanto em viagens quanto em sites internacionais

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O aumento das compras em sites estrangeiros e das viagens internacionais voltaram a colocar o cartão de crédito internacional no centro da rotina financeira de muitos brasileiros. A praticidade de pagar em moeda estrangeira, seja em lojas físicas no exterior ou em plataformas digitais, facilita o consumo, mas também exige atenção redobrada para evitar surpresas na fatura.

Os gastos de brasileiros no exterior utilizando cartões como meio de pagamento totalizaram US$ 18 bilhões em 2025, uma expansão de 14% em relação ao ano anterior, segundo dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços).

A Europa concentrou o maior volume dessas despesas, com R$ 45,8 bilhões, alta de 18,5%. Em segundo lugar aparecem os Estados Unidos, com R$ 33 bilhões gastos por brasileiros e crescimento de 7,3%. Na sequência estão América (exceto EUA), com R$ 11,1 bilhões, Ásia, com R$ 5,7 bilhões, Oceania, com R$ 4 bilhões, e África, com R$ 716,3 milhões.

O crescimento dessas transações reforça a importância de entender como funcionam as compras internacionais no cartão e quais custos podem impactar o valor final da fatura.

TAXAS E CÂMBIO INFLUENCIAM VALOR FINAL

Ao usar o cartão de crédito no exterior ou em sites estrangeiros, o consumidor deve considerar que o valor pago em reais pode ser diferente do preço original da compra.

É que as transações realizadas em moeda estrangeira são convertidas para reais, de acordo com a taxa de câmbio aplicada pela instituição financeira. Dependendo do contrato do cartão, essa conversão pode ocorrer na data da compra ou apenas no fechamento da fatura.

Também incidem sobre estas operações taxas como o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), atualmente aplicado nas compras internacionais, e o spread cambial, que corresponde à diferença entre a cotação comercial da moeda e a utilizada pela instituição emissora do cartão.

Em momentos de maior volatilidade do dólar, essa combinação pode elevar o valor final da compra, o que exige atenção de quem costuma utilizar o cartão fora do país ou em plataformas estrangeiras.

COMPRAS DIGITAIS PEDEM ATENÇÃO REDOBRADA

O crescimento do comércio eletrônico internacional também ampliou o uso do cartão de crédito em plataformas estrangeiras. Produtos muitas vezes aparecem com preços mais baixos, mas podem envolver custos adicionais, como impostos de importação, frete internacional e taxas de conversão de moeda.

Outro ponto importante é a segurança das transações. Antes de inserir os dados do cartão, é recomendável verificar a reputação da loja virtual, confirmar se a página possui conexão segura e evitar compras em redes públicas de internet.

Acompanhar as transações pelo aplicativo do banco ou da operadora do cartão também ajuda a identificar rapidamente cobranças indevidas.

PLANEJAMENTO AJUDA A USAR CARTÃO COMO ALIADO

Apesar das taxas envolvidas, o cartão internacional pode ser um aliado quando utilizado com planejamento financeiro. Aplicativos bancários permitem acompanhar os gastos em tempo real, organizar despesas por categoria e manter maior controle do orçamento.

Alguns cartões também oferecem benefícios adicionais como programas de pontos, seguros de viagem e proteção contra fraudes, o que pode trazer vantagens dependendo do perfil de uso.

Especialistas ressaltam, no entanto, que o cartão deve ser utilizado com disciplina. Monitorar os gastos e pagar a fatura integralmente são práticas essenciais para evitar juros elevados e manter o equilíbrio das finanças.

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