Neste ano, 400 universitários norte-americanos prestes a receberem o diploma poderão não apenas começar o primeiro emprego “sério” de suas vidas, mas também quitar seus empréstimos estudantis graças ao trabalho.

A FIS, uma fintech que oferece soluções tecnológicas para bancos e outras empresas do ramo financeiro, anunciou um programa cuja proposta é arcar com os empréstimos estudantis de seus funcionários. Nos EUA, 4% dos empregadores do setor privado dão este benefício.

O programa foi lançado em um cenário em que os débitos com educação extrapolam US$ 1,5 trilhão no país. Hoje, 45 milhões de americanos devem dinheiro a instituições de ensino, sendo que parte deles ainda não tem diploma. De acordo com dados da Experian, esse número aumentou 116% nos últimos dez anos.

Os colaboradores contratados por meio do programa FIS University terão seus débitos pagos pela empresa se passarem dez anos na companhia. A FIS também está se comprometendo a dobrar a representação de lideranças negras e latinas – o gap racial nos empréstimos estudantis voltou a crescer no país: universitários negros devem duas vezes mais do que estudantes brancos.

“Como uma companhia que empodera o mundo das finanças e do comércio com a evolução de pagamentos e investimentos, é importante que nós invistamos nas gerações futuras de líderes da FIS”, disse Gary Norcross, chairman e CEO da FIS, em comunicado.

SOBRE A AUTORA

Lydia Dishman é repórter e escreve sobre a intersecção entre tecnologia, liderança e inovação. É colaboradora da Fast Company e já escreveu para CBS Moneywatch, Fortune, The Guardian, Popular Science, The New York Times, entre outros.