POR FAST COMPANY BRASIL

Maria Prata começou a carreira fugindo do Jornalismo, mais especificamente do texto. Pai, mãe, padrasto eram jornalistas e estava claro, desde cedo, que seu irmão enveredaria pelo mesmo caminho.

À época, a moda era algo efervescente no Brasil (e no mundo): o Mercado Mundo Mix, o Morumbi Fashion, a cena clubber e a coluna Noite Ilustrada, publicada por Erika Palomino na Folha de S. Paulo, eram elementos que atraiam Maria muito mais do que as redações.

Foi, então, estudar inglês em Londres e acabou estudando na London College of Fashion. De volta ao Brasil, se formou em moda pela Santa Marcelina. Foi aí que veio o inevitável encontro com o Jornalismo: começou a trabalhar na Capricho com produção de moda e depois dirigiu as redações da Vogue e da Harper’s Bazaar no país. 

Até que foi convidada a apresentar um programa de negócios, o Mundo S/A, na Globo News. “Ainda não se falava em empreendedorismo. Foi uma aventura totalmente improvável, que me abriu os olhos para esse universo da inovação, das startups, dos mercados sendo completamente modificados, às vezes pela tecnologia, às vezes não”. Com a experiência à frente do programa, Maria conta que passou a enxergar também a moda com outros olhos: menos como a tendência da vez, e mais como negócio e inovação.