6 jogos criados na América Latina que merecem entrar no seu radar

Do cyberpunk ao folclore mexicano, veja seis jogos latino-americanos que merecem sua atenção

Jogos
Créditos: Unsplash

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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A indústria de games latino-americana reúne estúdios independentes que exploram desde a cultura e o folclore locais até histórias de ficção científica e aventuras cooperativas. 

Entre os próximos lançamentos da região, há jogos que apostam em estilos visuais marcantes e mecânicas diferentes para conquistar jogadores de todo o mundo. Os seis projetos foram desenvolvidos por estúdios do Brasil, México, Chile e Argentina. 

Os títulos contam com apoio do programa ID@Xbox Developer Acceleration Program, que oferece recursos técnicos, suporte para negócios e mentoria a desenvolvedores independentes.

Segundo a empresa, a iniciativa já trabalhou com mais de 60 estúdios latino-americanos e contribuiu para o lançamento de mais de 30 jogos na plataforma desde 2023.

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JOGOS BRASILEIROS MISTURAM CYBERPUNK E FICÇÃO CIENTÍFICA

Sky Dust, da brasileira Orbit Studio, é uma aventura de ação com elementos de RPG ambientada em um futuro distópico após a destruição da Lua. 

O jogador controla um mercenário que explora versões futuristas de São Paulo e um universo digital chamado Cyberverse. O combate combina espadas, defesas no momento certo, habilidades cibernéticas, exploração e hacking.

Outro projeto brasileiro é GHOSTLESS, da Coffeenauts, estúdio de São Paulo. A história se passa em uma realidade alternativa na qual uma superinteligência artificial criada durante a Guerra Fria se volta contra a humanidade. 

Para liderar a resistência, o jogador precisa reunir sobreviventes, administrar uma base, buscar recursos e identificar androides infiltrados. O game mistura ação e aventura em 2,5D com construção de colônia e estética que combina pixel art e iluminação 3D.

MÉXICO E CHILE APOSTAM EM CULTURA E CRIATIVIDADE

Desenvolvido pela mexicana Halberd Studios, Mariachi Legends é um Metroidvania de combate intenso com arte em pixel. O protagonista é Pablo Cruz, um detetive que faz um acordo com a Morte e ganha a capacidade de se transformar em uma entidade sobrenatural. 

A aventura incorpora o folclore mexicano, as celebrações do Dia dos Mortos e até um sistema de culinária, no qual pratos tradicionais ajudam o personagem a ganhar força.

Já Colorbound, do estúdio chileno Panpipe Studio, combina plataforma e quebra-cabeças. Na pele de Anku, o jogador altera as cores do ambiente para superar desafios, descobrir segredos e ajudar uma família de músicos a se reunir para um concerto de despedida. 

A arte, a trilha sonora e a narrativa têm referências à cultura andina, enquanto as mecânicas de cores são centrais para a progressão.

ARGENTINA E MÉXICO TÊM AVENTURAS PARA DIFERENTES PERFIS

Treetopians, da argentina Aparato Games, é um simulador de colônia com foco em construção e gerenciamento. Nele, os jogadores criam vilas nas copas das árvores, organizam recursos e cuidam de moradores com personalidades e necessidades próprias. 

A exploração de novos ambientes e biomas amplia as possibilidades de expansão, em uma proposta voltada à criatividade e ao ritmo tranquilo.

Fechando a seleção, Greak 2: Alliance of the Storms, do estúdio mexicano Navegante, dá continuidade a Greak: Memories of Azur. A aventura Metroidvania tem animação desenhada à mão e pode ser jogada individualmente ou em modo cooperativo local e online. 

Os personagens Greak e Adara ficam presos em dimensões paralelas e precisam combinar suas habilidades para resolver quebra-cabeças e salvar uma espécie ancestral.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais