Fim dos jogos físicos? Nintendo esclarece seus planos para o formato

Empresa japonesa mantém a aposta nos cartuchos, mas reconhece desafios de custos e distribuição de jogos físicos no Brasil

Nintendo
Créditos: Pexels

Lilian Campos 2 minutos de leitura
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A Nintendo não pretende abandonar os jogos físicos do Nintendo Switch 2, mesmo com a mudança de estratégia anunciada pela Sony para o PlayStation. 

Bill van Zyll, vice-presidente e gerente-geral da Nintendo para a América Latina, confirmou a posição em entrevista ao canal brasileiro Coelho no Japão durante a Brasil Game Show (BGS) 2026.

“Não há planos de abandonar o formato físico”, afirmou o executivo. Ele explicou que a Nintendo considera as preferências dos consumidores ao decidir como distribuir seus jogos e reconhece que muitos fãs valorizam os cartuchos.

A declaração ganha relevância diante da decisão da Sony de encerrar, a partir de janeiro de 2028, a produção de discos físicos para novos jogos de PlayStation.

Leia também: Xbox ganha recurso que transforma jogos físicos em versões digitais

POR QUE A NINTENDO VAI MANTER OS CARTUCHOS?

Segundo a EuroGamer, Van Zyll destacou que o Switch 2 chegou ao mercado com suporte aos formatos físico e digital. Por isso, a empresa não planeja eliminar uma das opções neste momento.

Além da preferência dos jogadores, os cartuchos oferecem vantagens para quem coleciona jogos, empresta títulos a outras pessoas ou pretende revendê-los. Essas possibilidades diferenciam a mídia física dos jogos digitais, cujo acesso depende das regras e condições das lojas virtuais.

O executivo também reconheceu que os custos de produção dos cartuchos e dos componentes eletrônicos estão aumentando. A fabricação e a distribuição podem tornar as versões físicas mais caras do que as digitais, o que influencia os preços finais dos jogos.

CARTUCHOS TRADICIONAIS E CARTÕES DIGITAIS

A manutenção da mídia física não significa que todos os jogos do Switch 2 tragam o conteúdo completo no cartucho. Alguns títulos utilizam as chamadas Game-Key Cards, cartões que permitem baixar o jogo pela internet.

Nesse caso, o cartão funciona como uma chave de acesso: o jogador precisa baixar os arquivos e manter a mídia inserida no console para jogar. 

O modelo preserva parte da experiência de comprar uma edição física, mas não oferece as mesmas características de um cartucho que armazena o jogo completo.

A diferença importa especialmente para colecionadores e consumidores que querem emprestar ou revender seus jogos sem depender de downloads. Por isso, antes de comprar uma edição, vale conferir se o cartão contém o jogo ou apenas libera o acesso ao download.

O QUE MUDA PARA OS JOGADORES NO BRASIL

Durante a entrevista, Van Zyll também comentou as dificuldades de distribuição de jogos físicos no Brasil. O executivo reconheceu que alguns lançamentos e títulos já disponíveis enfrentam problemas de estoque e afirmou que a empresa avalia formas de melhorar o abastecimento.

A questão é importante para jogadores que preferem comprar cartuchos, mas encontram cópias físicas com pouca disponibilidade no varejo. Manter o formato, portanto, não resolve sozinho os desafios de distribuição e acesso aos produtos.


SOBRE A AUTORA

Lilian Campos é jornalista colaboradora da Fast Company Brasil. saiba mais